sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Amazônia pede a sua mão e o seu coração

A Amazônia pede a sua mão e o seu coração, pois tudo pode acontecer sem que antes receba a sua aprovação, participação e muito mais, sem o registro das marcas de suas lutas.
Convide a sua família e amigos para que juntos possamos trilhar caminhos que preparam o futuro de nossos filhos e netos...
Saudações,
Hildegardis Ferreira
Terra dos Kariris
"Lugar onde nasce o dia!"

Narração de Dira Paes


  • E, por favor, não esqueça de compartilhar a petição no Facebook, Twitter, Orkut, ou em qualquer outra rede social da qual você faça parte.
    • Copie e cole essa mensagem no Twitter:  Assine uma petição para acabar com a mostruosa barragem de Belo Monte na Amazônia! http://tinyurl.com/PareBeloMonstro
    • Copie e cole essa mensagem no seu perfil do Facebook:  Apoie os direitos indígenas e o livre curso dos rios. Assine a petição para acabar com a mostruosa barragem de Belo Monte na Amazônia!  http://tinyurl.com/PareBeloMonstro
     
  • Você também pode mandar um e-mail para seus amigos falando sobre a petição.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bento XVI aos Amados Irmãos no Episcopado


Fonte: http://www.jornadacrista.org/

Amados Irmãos no Episcopado,


«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

BENEDICTUS PP. XVI

Papa Bento XVI orienta Bispos sobre postura da Igreja na Eleição

Papa fala a Bispos do MA sobre orientação política
 
Falando para bispos maranhenses, Bento XVI afirmou que católicos devem 'usar o voto para a promoção do bem comum' e pede a bispos que orientem fiéis.


Papa Bento XVI
 

Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. "Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum", disse.

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. "Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade", continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. "A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito", concluiu.

O aborto se tornou um tema importante na disputa entre os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), com trocas de acusações de ambos os lados. Um grupo da Igreja Católica chamado Comissão em Defesa da Vida, coordenado pelo padre Berardo Graz, divulgou uma nota incitando os fiéis a não votar em Dilma, alegando que ela supostamente defenderia o aborto. Os dois candidatos se declaram contra o aborto e dizem que não pretendem mexer na legislação em vigor sobre o tema no Brasil.

Com informações de O Estadão.
Fonte: http://www.oimparcialonline.com.br/ 
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One Love - Bob Marley

Playing For Change | Song Around The World "One Love" from Playing For Change on Vimeo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Enem nas curvas da Jabulani

Mirella Marques // mirellamarques.pe@dabr.com.br
Pernambuco.com

A Jabulani, bola de futebol criada por uma famosa multinacional de materiais esportivos, foi uma das grandes estrelas da última Copa do Mundo de Futebol, realizada em junho, na África. Alvo de críticas e reclamações, ela foi chamada de “amaldiçoada” por causa das suas trajetórias curvas e incertas.
Estrela da Copa, a Jabulani ajuda a entender os conteúdos de física do Enem Foto: Iano Andrade/CB/D.A Press


Basicamente, o que a diferencia das outras bolas convencionais são as ranhuras presentes em sua superfície e a ausência das costuras entre os gomos. Essas modificações interferem na aerodinâmica da bola e ela parece mais rápida. E o que isso tem a ver com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? Tudo! Na verdade, não há nada de sobrenatural na Jabulani. Seus movimentos são regidos
por fenômenos físicos. Como o Enem dá ênfase a conteúdos atuais, os professores apostam no assunto para a prova que acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro. A partir de hoje, o Diario inicia uma série sobre os temas mais badalados do teste.
De acordo com o professor de física Rogério Porto, com mais de 30 anos de experiência em vestibulares, a Jabulani tem mais atrito que outras bolas usadas em Copas do Mundo porque é mais rugosa. Um bom exemplo do “efeito Jabulani” é o gol feito pelo lateral direito Maicon, o primeiro do Brasil no
Mundial, contra a Coréia do Norte.

Entenda o fenômeno Jabulani
A Jabulani foi considerada “amaldiçoada” durante a última Copa do Mundo de
Futebol, realizada em junho na África do Sul

Isso aconteceu porque a bola apresenta ranhuras em sua superfície e não
possui costuras entre os gomos
Essas diferenças interferem na aerodinâmica da bola e, por isso, ela parece
ser mais rápida que as demais
O “efeito Jabulani” é causado, na verdade, por fenômenos físicos.
A Jabulani tem mais atrito que outras bolas usadas em Copas do Mundo porque
é mais rugosa
O fera precisa saber que a diferença de pressão produz uma força da maior
pressão para a região de menor pressão
No caso da Jabulani, a pressão maior estava vindo de fora para dentro, o que
causa uma leve curvatura
O assunto faz parte do conteúdo de hidrodinâmica, presente na matriz da
prova de ciências da natureza e suas tecnologias (que engloba as disciplinas
O fenômeno está ligado à influência do fluido gasoso (ar) sobre o movimento
do corpo sólido (bola) imerso nele. Pode-se dizer, portanto, que, com outras
bolas, essa curvatura é menor, porque são lisas
Fonte: equipe pedagógica do Colégio NAP.


Leia mais:

Palavra do especialista - professor Sérgio Apolinário explica dos segredos da Jabulani

ENEM: confira os detalhes do supervestibular

Baixe aqui o simulado de física elaborado pelo professor Rogério Porto

Baixe aqui o gabarito do simulado

Saiba mais: http://www.pernambuco.com/




Impostômetro - 1 Trilhão




1 Trilhão é o novo recorde de Arrecadação em Impostos do Governo Brasileiro nessa última terça-feira - 26/10/10

Com o valor do ano, o Brasil pode adquirir com
seus tributos arrecadados as seguintes aquisições:

Construir mais de 48.940.593 Casas Populares de 40 m2, ou
Construir mais de 83.606.846 Salas de Aula equipadas, ou
Construir mais de 12.541.027 Km de Redes de Esgoto, ou
Construir mais de 1.003.282 Km Asfaltado de Estradas, ou
Pagar mais de 1.967.219.917 Salários Mínimos, ou
Fornecer mais de 8.360.684.646 Bolsas Família, ou
Comprar mais de 4.847.944.709 Cestas Básicas, ou
Comprar mais de 14.332.602 Ambulâncias equipadas, ou
Construir mais de 21.346.429 Postos Policiais equipados, ou
Construir mais de 3.997.140 Postos de Saúde equipados, ou
Comprar mais de 43.142.643 Carros Populares, ou
Contratar mais de 71.663.011 Policiais por ano, ou
Fornecer Medicamentos para toda a população do Brasil por 447 meses, ou
Contratar mais de 86.489.841 Professores do Ensino Fundamental por ano, ou
Fornecer Cestas Básicas para toda a população brasileira por 26 meses
Comprar mais de 401.312.863 TVs de Plasma
Adquirir mais de 1.003.282.158 Geladeiras simples
Pagar 150 meses a conta de luz de todos os brasileiros
Plantar 250.820.539.385 de Árvores

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Aposentados na "mira" do novo Governo (PT ou PSDB)

Novo governo deverá discutir mudanças na Previdência

Arquivo - Luiz Alves
Fernando Coruja: mudanças devem ser graduais.
 
O próximo governo – seja de Dilma Rousseff, do PT, ou de José Serra, do PSDB – terá que discutir mudanças no sistema previdenciário. A opinião é compartilhada por especialistas e parlamentares. Atualmente, mais de 800 propostas em tramitação no Congresso impactam a Previdência.
Para o deputado Fernando Coruja (PPS-SC), o próximo governo terá que discutir uma reforma gradual. "Não se pode, de uma hora para outra, mudar todas as regras para aqueles que estão na iminência de se aposentar”, diz o parlamentar, autor da emenda que acabava com o fator previdenciário, vetada em junho  pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A reforma tem que ser feita ao longo do tempo, para que as pessoas tenham compreensão dela. Se não, teremos reações muito fortes."
Terceiro vice-presidente da Comissão de Seguridade Social, o deputado Manato (PDT-ES) também defende mudanças no sistema. "Primeiro, tem que tirar a aposentadoria rural da Previdência e colocar no orçamento da União. A partir do momento em que você faz isso, você já tira grande parte do déficit”, diz. “O segundo ponto é combater a sonegação e o terceiro, a corrupção, porque há um desvio grande."

Idade mínima
O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli avalia que, com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o País não terá como fugir de modelos que retardem a idade mínima para a aposentadoria.
Mas qualquer discussão, segundo ele, deve ter como pressuposto uma maior transparência nas contas da Previdência. De acordo com Piscitelli, o Tribunal de Contas da União vem demonstrando todos os anos que a Previdência é superavitária – ao contrário do que diz o governo, que estima um déficit de R$ 44,5 bilhões para 2010.
Segundo o professor, o déficit aparece na área de Seguridade Social, que abrange, além da Previdência, a Saúde e a Assistência Social. "Mesmo que o conjunto da Seguridade fosse deficitário, a questão seria: por que essa função tem que ser superavitária?”, questiona o economista. “A Previdência deve ser vista no contexto de uma política social que tem enorme contribuição para a melhoria da distribuição de renda, para redução da pobreza e eliminação da miséria."

Regras
Hoje os trabalhadores inscritos no Regime Geral da Previdência Social podem se aposentar por idade ou por tempo de contribuição. A partir de 65 anos (homens) ou 60 anos (mulheres), é possível requerer aposentadoria por idade. Para trabalhadores rurais, a idade é de 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres).
Na aposentadoria por tempo de contribuição, são necessários 35 anos de serviço para os homens e 30 anos, para mulheres. Ainda há a possibilidade de aposentadoria proporcional: aos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição (homens) e aos 48 anos de idade e 25 de contribuição (mulheres).
Reportagem - Ana Raquel Macedo / Rádio Câmara
Edição – Daniella Cronemberger
Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O endividamento do Brasil não foi lembrado

O endividamento da União e a disputa presidencial

Por: Paulo Passarinho

O primeiro turno das eleições presidenciais já se encerrou e nos encontramos em plena disputa do segundo turno, mais uma vez envolvendo os candidatos do PT e do PSDB.
Em 1994 e em 1998, esta disputa também se deu, porém FHC - o candidato dos tucanos à época - acabou por vencer as eleições já no primeiro turno. Em 2002 e em 2006, a decisão apenas se deu no segundo turno.
Há dezesseis anos, portanto, a polarização entre PSDB e PT marca a disputa da eleição mais importante do país.
Contudo, ao contrário do que um eleitor mais desavisado poderia supor, a discussão sobre a realidade econômica e as políticas a serem adotadas pelos candidatos, caso sejam eleitos, continuam a ser escamoteadas.
Em 1994, em meio à euforia do lançamento do Real, a plataforma agressiva das privatizações do PSDB não foi antecipada por FHC, assim como em 1998, no direito a uma reeleição comprada por meio de uma emenda constitucional, o mesmo FHC não deu ciência ao país do acordo em curso com o FMI, provocado pela situação falimentar em que se encontrava o Brasil.
Em 2002, tivemos mais conhecimento da crise que vivíamos, por força de um novo acordo celebrado com o mesmo FMI, e do compromisso, que todos os candidatos acabaram por assumir, em respeitar as exigências que nos eram impostas. O que Lula, o vencedor daquela eleição, não divulgou foi a sua intenção em ser mais realista do que o rei. Já como presidente, sua primeira medida foi aumentar a meta do superávit primário estabelecida inicialmente com o FMI, de 3,75%, para 4,25% do PIB.
Em 2006, forçado a uma disputa com o reacionário Geraldo Alckmin, Lula usou e abusou da pertinente acusação de privatista, contra o seu adversário. O que o mesmo Lula não esclareceu ao eleitorado foi a sua intenção, materializada logo no início do seu segundo mandato, em privatizar o trecho da BR-101, ligando o Rio de Janeiro à cidade de Campos, no norte fluminense.
Esses exemplos mostram muito bem como os candidatos de confiança do sistema financeiro - sistema que parece ser uma espécie de fiel da balança dos políticos de sucesso - agem em relação ao eleitorado.
Agora, em 2010, há um silêncio sepulcral, dos ungidos pelas generosas verbas de campanha, em relação ao grave problema do endividamento da União.
Ao contrário, o candidato tucano - apesar de toda a grita de economistas ligados ao seu PSDB contra a "explosão dos gastos correntes" no governo Lula - promete um salário mínimo de R$ 600,00, reajuste de 10% nas pensões e aposentadorias do INSS e 13º "salário" para o Bolsa Família!!
Demagogias ou falsas promessas à parte, o problema é que temos de fato um sério desafio pela frente. Plínio de Arruda, do PSOL, no primeiro turno das eleições, com toda razão apontou a necessidade de uma séria auditoria da dívida pública do país, conforme uma das conclusões da CPI da Dívida Pública, realizada pela Câmara Federal.
E o problema não é a tal explosão dos gastos correntes, genericamente denunciada pelos economistas liberais, em geral mirando novas mudanças nas regras da previdência.
Desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, a evolução da dívida em títulos da União é espetacular. E esta é a principal dívida financeira que temos de enfrentar. Em dezembro daquele ano, essa chamada dívida mobiliária da União era de R$ 59,4 bilhões de reais. Ao final do ano seguinte, primeiro ano do mandato de FHC, essa dívida chegava a R$ 84,6 bilhões, com um crescimento nominal em relação a dezembro de 1994 de 42%(!!), correspondendo a 12% do PIB. Para quem possa se espantar com essa evolução, lembro que FHC chega ao final do seu primeiro mandato, em dezembro de 1998, com essa dívida já em R$ 343,82 bilhões, correspondentes a 35,11% do PIB.
As razões desse explosivo crescimento da dívida pública em títulos são decorrentes essencialmente da própria forma de funcionamento da economia, pós-lançamento do Real. A integração financeira do Brasil com os mercados financeiros do mundo, com a livre movimentação de capitais, subordina a política monetária aos humores dos investidores e especuladores internacionais.
De 1994 a 1998, a idéia de um Real "forte" (um real = um dólar) exigia acúmulo de reservas em dólar, de modo a se garantir a equivalência da nova moeda nacional com a moeda dos Estados Unidos. Os juros extremamente elevados e o programa de privatizações de empresas estatais garantiram uma enxurrada de dólares para o país. Entretanto, na medida em que esses dólares são transformados em reais, levando a uma expansão do volume de reais em circulação na economia, o Banco Central entra no mercado vendendo títulos públicos, com o objetivo de retirar o chamado excesso de moeda em circulação.
Houve, nesse período também, a maior parte das renegociações das dívidas de estados e municípios com o governo central, federalizando-se essas dívidas, o que ajudou o crescimento da dívida em títulos da União. Porém, o fator mais importante foi a necessidade do acúmulo de reservas, com base em taxas de juros reais elevadas.
A partir de 1999, com a mudança do regime cambial (até então, relativamente fixo) para o chamado câmbio flutuante, o papel das altas taxas de juros - que continuam a vigorar - passa a ser justificado como instrumento vital para se conseguir manter a inflação projetada para cada ano, dentro das metas definidas pela política monetária. A política econômica passa a ser guiada de acordo com o que recomenda o FMI.
Isso não impede que o país vá novamente recorrer ao FMI, em 2002, e FHC entrega o governo a Lula com a dívida em títulos alcançando o montante de R$ 687,30, correspondentes a 46,51% do PIB. É interessante notar que durante esse período, que se inicia em 1999, o governo federal passa a ter de cumprir metas de superávit primário, nunca inferiores a 3% do PIB. Mesmo assim, nota-se que, sempre em função das altas taxas reais de juros vigentes, a dívida continua em trajetória ascendente.
É essa política que Lula deu continuidade. E é por isso que hoje temos uma dívida em títulos que supera a cifra de R$ 2,2 trilhões, mais de 70% do PIB do país, com uma carga líquida anual de juros sempre superior a R$ 150 bilhões. Ou seja: além de o montante dessa dívida continuar a subir de forma astronômica, há um comprometimento crescente da maior parte do orçamento público da União com o pagamento de juros e amortizações. No exercício de 2009, por exemplo, 36% desse orçamento foram gastos com essa finalidade. Ao mesmo tempo, áreas consideradas estratégicas, como a saúde ou a educação, foram contempladas, respectivamente, com menos de 5% e de 3% desse mesmo orçamento.
Essa é a realidade que Dilma e Serra não querem debater. Mas, essa é uma questão que não deixará de ser enfrentada no próximo governo. Até porque, por força da valorização do Real - decorrente da permanente pressão produzida pelos dólares que entram no país - voltamos a ter déficits em nossas transações com o exterior, o que nos torna ainda mais vulneráveis à necessidade de financiamento em dólares.
A dívida externa, por sua vez, apesar de todas as falsas informações veiculadas, muitas vezes pelo próprio Lula, continua a existir e de forma robusta: hoje já ultrapassa a US$ 300 bilhões. Com reservas internacionais de US$ 280 bilhões, para muitos isso não seria um grande problema. Contudo, frente a qualquer reversão do quadro internacional para uma nova onda de fortes instabilidades nos mercados financeiros, não há dúvidas sobre o preço que pagaremos.
Já se observam fortes pressões para uma nova rodada de mudanças nas regras da Previdência Pública. Trata-se, a rigor, da última variável importante para os liberais, na busca de fontes para novos cortes orçamentários, com o objetivo de se tentar segurar um modelo econômico que tem de ser superado.
Fora outrora, o PT seria um aliado nessa luta.
Hoje, frente ao transformismo desse partido, sua candidata à eleição presidencial é apenas mais uma protagonista da tentativa de se esconder do povo brasileiro a gravidade dessa situação.
20/10/2010
Paulo Passarinho é economista e conselheiro do CORECON-RJ
Fonte: http://socialismo.org.br/

O Pré-Sal do Visconde

http://produtosdositio.blogspot.com



Monteiro Lobato queria negociar petróleo

Entre 1934 e 1937, o escritor Monteiro Lobato se correspondeu intensamente com um engenheiro de petróleo suíço chamado Charles Frankie. As cartas, recheadas de termos técnicos, trazem pouco de literatura mas são bastante reveladoras sobre o lado empresarial do escritor. Frankie morava no Brasil e prestava serviços para a empresa alemã Piepmeyer & Co. Embora haja raras referências a ele nos livros e biografias de Lobato (1882-1948), o suíço foi um importante parceiro, tanto como consultor técnico dos livros "O Escândalo do Petróleo" (1936) e "O Poço do Visconde" (1937), como sócio numa empresa de prospecção petrolífera.

Ao mesmo tempo em que o escritor criticava a interferência de empresas americanas na exploração do petróleo no Brasil, ele pretendia utilizar capital germânico em empreendimentos na área. A novidade surpreende porque Lobato até hoje é considerado por grupos nacionalistas como o precursor da campanha "O Petróleo é Nosso" e como o intelectual que lançou as sementes para a criação da Petrobras. Embora as cartas não cheguem a ofuscar sua imagem de nacionalista aguerrido, elas mostram que a lógica do escritor não passava pela defesa incondicional do petróleo para os brasileiros, como ficou ligado à sua imagem.
Fonte:  http://congressoemfoco.uol.com.br/
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ANDES em defesa da liberdade sindical

Atos em defesa do Andes, em apoio aos franceses e contra despejo marcam o dia em BSB

O ato em defesa da liberdade Sindical do Andes (Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior) filiado à CSP-CONLUTAS reuniu nesta quinta-feira (21), em Brasília, cerca de 1.500 pessoas. A concentração da manifestação iniciada às 9h, em frente ao prédio do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), pintou de vermelho os arredores Esplanada dos Ministérios e conquistou que seja revista a portaria que impedia o Andes de representar os professores em Santa Catarina.

A pressão e união dos movimentos de trabalhadores, do movimento popular, dos estudantes e professores fizeram com que o ministro do MTE, Carlos Lupi, subisse ao palanque e ouvisse as reivindicações dos manifestantes.

A presidente do Andes, Marina Barbosa, trouxe em mãos ao ministro a liminar que impedia o sindicato de defender os docentes no estado de Santa Catarina. Lupi se prontificou em analisar a nota técnica e, além disso, marcou uma reunião com os representantes do Andes para quarta-feira (3/11) às 14h30.

Para Marina, esta foi uma importante conquista, pois há meses o sindicato tentava contato com o ministro e não obtinha retorno. “Este ato representa a importância da união de todos estes movimentos. As diversas categorias aqui representadas vieram defender o Andes, pois sabem que este sindicato representa uma alternativa de independência ao governo. O ministro ter vindo falar conosco, representa uma vitória e demonstra que a força da manifestação é o caminho para defendermos nossos direitos”, ressaltou.

Logo após a fala do ministro, membros do Andes garantiram que se não fosse revista a liminar e garantida à liberdade sindical da entidade, voltariam ao mesmo local em novo ato.

A manifestação contou com representações da CSP-CONLUTAS, caravanas vieram de diversas localidades, de seus sindicatos filiados, entre os quais, Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, entre outros. Contou também com a participação dos movimentos popular e do campo representados pelo MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem teto), Terra Livre e MTL (Terra, Trabalho e Liberdade).

Representando a CSP-CONLUTAS, Zé Maria de Almeida, lembrou das manifestações na França, em que os trabalhadores de lá saem às ruas contra a reforma da previdência e que os ataques de lá poderiam ser comparados aos sofridos aqui. “O Andes esteve conosco em importantes lutas, entre elas a contrária a reforma da previdência aqui no Brasil, contra o congelamento de salários, contra os ataques aos servidores. Está é a razão do Andes estar sofrendo este ataque, é um sindicato combativo que enfrenta o governo. Por isso devemos lutar juntos, contra a criminalização dos movimentos sociais e pela liberdade sindical”, avalia.

O representante do Conselho de Base, do Sintusp, Raimundo de Souza Tito, assistia atentamente as falas. Quando questionado sobre a importância daquela manifestação, foi enfático: “Não podemos permitir que tirem a liberdade de um sindicato que tem 30 anos de história, pois se isso ocorrer o nosso sindicato pode ser o próximo. Por isso estou aqui, e virei quantas vezes for preciso, pois esta causa é de todos nós”.

Os estudantes também marcaram presença no evento. A representante da Anel (Assembléia Nacional de Estudantes-Livre), Camila Lisboa, disse aos manifestantes que os estudantes iriam  defender o Andes e sua legitimidade. “Nós não vamos aceitar que tanto a representatividade do sindicato quanto seu papel político frente aos ataques contra o governo sejam comprometidos”, informou.

“Viemos de Minas Gerais e São Paulo, somos do movimento popular, mas abraçamos a causa dos nossos companheiros do Andes que sempre estiveram ao nosso lado lutando por moradia, os ataques só mudam de categoira, mas sempre retiram nossos direitos”, disse o representante do MTST, Edson Francisco da Silva, que no meio da multidão carrega uma faixa em apoio ao Andes.

O ato foi finalizado com uma passeata que percorreu o Ministério do Planejamento e teve seu término em frente ao Ministério da Educação, onde foi entregue um documento em defesa dos educadores.

Ato em apoio aos franceses - Às 15h foi realizada uma nova manifestação, desta vez a CSP-CONLUTAS e os estudantes Anel tomaram a frente da Embaixada da França. O objetivo do protesto foi protocolar uma carta assinada por diversas entidades e organizações, contra a reforma da previdência do governo francês e a repressão aos estudantes e trabalhadores que lutam naquele país.

A carta foi entregue para assessores do consulado francês. O encontro foi importante, pois foi marcada uma reunião para quinta-feira (4/11) às 17h entre uma comissão que será formada pelos sindicatos que assinaram a carta e o cônsul.

O documento com a relação de todas as entidades será amplamente divulgado. Além disso, será enviado para as organizações francesas como demonstração da solidariedade e apoio de entidades e organizações brasileiras.

MTST faz manifestação por moradia – Esta quinta-feira foi um importante dia de luta e o movimento popular não ficou fora deste calendário.

Logo após o ato do Andes, ocuparam o Ministério das Cidades em protesto contra a falta de acordo com relação às ocupações de Brazlandia, em Brasília.

O Ministério da Justiça também foi ocupado pelo movimento, que protestava contra a criminalização da pobreza e a política de remoção que irá se agravar ainda mais na Copa de 2014 e das Olímpicas de 2016. As ocupações de Minas Gerais, estavam no ato e reivindicam uma solução para a ameaça de despejos nas Ocupações Camilo Torres, Irma Dorothy, Dandara e Torres gêmeas.

Todas estas manifestações demonstram o caráter da central: sindical, popular, estudantil e internacionalista.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CNBB e a "Ditadura Laica"

21/10/2010 - 18h47

Presidente da CNBB diz que não se pode silenciar a Igreja

Da Reuters

BRASÍLIA, 21 de outubro - Em meio ao grande espaço ocupado pelo debate religioso nestas eleições, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou nesta quinta-feira que não se pode silenciar a Igreja, o que chamou de "ditadura laica".

Para o presidente da entidade, a instituição deve defender critérios e valores como o de defesa da vida, sem, no entanto, orientar a votação em determinado partido ou candidato.
"Numa sociedade democrática, o que não se pode fazer é querer silenciar a Igreja como se ela não pudesse manifestar a sua posição", defendeu o presidente da CNBB.

Os temas aborto e religião ganharam destaque na reta final da campanha do primeiro turno, e líderes religiosos pregaram abertamente contra o voto nos candidatos do PT, especialmente por posições sobre o aborto. Isso acabou gerando um debate sobre a influência das igrejas entre os fiéis e, ao mesmo tempo, levou a uma busca de aproximação por parte dos candidatos que concorrem à Presidência da República.

"A Igreja, com o peso e o volume que tem, quando fala, é acusada de estar se intrometendo num âmbito que não é da sua competência. Esse argumento é falso", disse a jornalistas.

Dom Geraldo Lyrio afirmou que, apesar de o Estado brasileiro ser laico, a sociedade é "profundamente religiosa", o que justificaria discutir não só temas econômicos ou administrativos, mas também temas caros à Igreja, como o aborto e a eutanásia.

"Silenciar" a Igreja significaria, de acordo com o presidente, uma "ditadura laica". "A Igreja tem uma missão profética. Ela não vai se silenciar, porque ela tem a missão de defender valores", afirmou.
O voto religioso, segundo analistas, foi um dos fatores que impediram a vitória da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no primeiro turno. A petista enfrentou pressão por ter se declarado, anteriormente, favorável à descriminalização do aborto e depois voltado atrás.

 "ORIENTAR FIÉIS"
Dom Geraldo Lyrio reiterou que as posições da CNBB são manifestadas apenas pelo presidente, pela Assembleia Geral e pelo Conselho Permanente da instituição. A entidade aconselha católicos a votarem de acordo com "critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana".
Os bispos podem e devem se manifestar da maneira que entenderem mais correta, de acordo com dom Geraldo, inclusive indicando candidatos aos integrantes de sua diocese.
"O bispo tem plena autonomia. Ele tem o direito e o dever, de acordo com sua consciência, de orientar os seus fiéis", defendeu dom Geraldo Lyrio. "Eles falam ou em nome pessoal ou na qualidade de pastores de uma determinada diocese", completou.

POR DENTRO DAS ELEIÇÕES: http://eleicoes.uol.com.br/

 

Candidatos Inflamados, Eleitor Descompensado



Vai mal este segundo turno


Roseann Kennedy*
Congresso em Foco

Não interessa o “peso” da agressão, se a tentativa foi de atingir um candidato com um rolo de fita crepe ou com um balão cheio de água. Esse tipo de manifestação é antidemocrática e não colabora em nada para o processo eleitoral.


É bem verdade que o clima tenso dos últimos dias foi ainda mais inflamado pelo tom adotado pelos candidatos José Serra (PSDB), e Dilma Roussef (PT) e ainda contou com participação significativa do presidente Lula. Os termos usados, o bate rebate, a campanha do medo difundida por ambos os lados, cada um numa direção, e as provocações certamente contaminaram os eleitores. Mas nada disso justifica.

Elevar o tom de uma discussão para confronto de projetos e propostas até é bem vindo, para acabar com aquele mascaramento blasé dos marqueteiros durante uma campanha eleitoral. Mas chegar ao ponto de agredir, ou tentar, fisicamente um candidato ou um cidadão é um absurdo!
 Na quarta-feira no Rio de Janeiro, José Serra foi atingido por um rolo de fita crepe. No dia seguinte, em Curitiba, Dilma Roussef foi hostilizada e quase atingida por um balão cheio de água. Ainda teve que ouvir vaias, ver gestos obscenos e cartazes do adversário na corrida ao Planalto.

Ora, se não gosta do candidato A ou B, não vá para o local da manifestação. Mas respeite o direito de seus militantes fazerem atos políticos democráticos.
Até porque, quando a campanha acabar, acredite, os políticos terminam sempre baixando o tom e sentando à mesma mesa para as mais variadas conversas.

*Roseann Kennedy é comentarista da CBN e escreve esta coluna exclusiva para o Congresso em Foco de segunda a sexta-feira 
http://congressoemfoco.uol.com.br/

Guillermo Fariñas: chama acesa dos Direitos Humanos

Fotos do mural por Rolando Pulido
AE - Agência Estado
O Parlamento Europeu concedeu nesta quinta-feira o prêmio Sakharov de Direitos Humanos ao dissidente cubano Guillermo Fariñas. O jornalista e psicólogo de 48 anos realizou várias greves de fome, colocando a própria vida em risco para protestar por mais liberdades no país. Fariñas é o terceiro cubano a receber o prêmio, após Oswaldo Payá, em 2002, e as "Damas de Branco", um grupo de mulheres cujos maridos estão presos, em 2005.

O 22º Prêmio Sakharov será entregue em 15 de dezembro e inclui o pagamento de 50 mil euros. A honraria leva o nome do dissidente soviético Andrei Sakharov, também defensor dos direitos humanos em seu país. Neste ano, o líder da oposição da Etiópia Birtukan Mideksa e o grupo israelense pelos direitos humanos Breaking the Silence estavam cotados para vencer. A decisão de premiar Fariñas veio a público horas antes de chanceleres da União Europeia se reunirem em Luxemburgo para discutir as relações das 27 nações do bloco com Cuba.

O governo socialista da Espanha quer que a UE normalize a relação com Cuba. Alguns países do bloco, porém, como República Checa e Eslováquia, nações que foram comunistas, se opõem a isso. A "posição comum" da UE no presente é de insistir que Cuba avance no setor de direitos humanos e na democracia, para que os laços sejam normalizados.

Fariñas realizou uma greve de fome de 135 dias mais cedo este ano, que quase o matou. O ato ajudou a pressionar o governo cubano, que acabou anunciando a libertação de 52 presos políticos. Em outros jejuns, entre 1995 e 1997, ele conseguiu chamar a atenção para a corrupção no hospital em que trabalhava. Também fez uma greve de fome de seis meses em 2006, mas nessa ocasião não conseguiu forçar o governo a permitir um acesso maior e mais livre à internet. As informações são da Dow Jones.
Reportagem Fonte: http://www.estadao.com.br/

José Dirceu continua na propaganda eleitoral


TSE mantém José Dirceu no programa de Serra

Mário Coelho
Fonte: congressoemfoco.uol.com.br/

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves negou nesta quarta-feira (20) liminar para suspender menção do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na propaganda eleitoral do candidato tucano à presidência da República, José Serra. Na inserção, o petista era apontado como "membro da quadrilha do mensalão". A peça foi exibida 24 vezes no em 17 de outubro. O caso ainda será analisado no mérito pelo plenário do TSE.
A inserção tucana apresentava José Dirceu como "membro da quadrilha do mensalão” e a candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT) como sua testemunha. Na propaganda, aparecia uma foto destacada do ex-ministro com a petista e a frase "membro de quadrilha". Em seguida, vem manchete de jornal em que se lê: "Dilma: ´Zé Dirceu é uma pessoa injustiçada". Ainda com imagem de Dilma, outra frase é colocada pelos tucanos: "Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula".
Para a coligação que apoia Dilma, a propaganda tem o objetivo de associá-las à prática de crime. Na representação protocolada no TSE, os advogados afirmaram que a petista não participou do episódio que levou Dirceu a ser denunciado pelo Ministério Público Federal na ação penal 470, que tramita no Supremo Tribuna Federal (STF).
No entanto, para Henrique Neves, a propaganda relata um caso exclusivo de José Dirceu, não atingindo Dilma. "As imagens e os áudios limitam-se a divulgar o vínculo existente entre José Dirceu e a candidata, sem emitir juízo de valor ou associação, ainda que indireta, entre esta e os atos por ele eventualmente praticados”, afirmou na decisão.
Rádio
Outro pedido de liminar foi negado hoje pelo TSE contra Dilma. A coligação da petista pediu a suspensão da propaganda veiculada às 7h de 18 de outubro na rádio, na modalidade bloco. De acordo com o tribunal, a inserção narra que no pronto socorro, uma pessoa procura o doutor Luis, mas não o encontra porque ele se aposentou. A doutora Vilma se coloca à disposição dizendo que trabalhava na equipe dele. Ao atender o paciente, a doutora pede para ele aguardar um pouco para ligar para o doutor Dirceu e ver o que ele acha.
O paciente pede para que Dirceu não seja consultado e reclama da taquicardia. O jingle contido no final da inserção questionada tem o seguinte teor: "A Dilma sem patrão, aí que eu quero ver, os radicais, o Zé Dirceu mais o MST. Toque, toque, toque, bate na madeira, Dilma sem o Lula, nem de brincadeira”. O ministro substituto Joelson Dias não atendeu o pedido de liminar por entender que a "exploração de aspectos supostamente negativos da atuação política de determinado candidato também é legítima na propaganda eleitoral gratuita". O caso também será analisado pelo plenário.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Padre castrado: Vingança ou automutilação?

20/10/2010 0h58m - Polícia




Crime ocorrido no domingo está sendo investigado pela Polícia Civil, que analisa duas hipóteses para o caso

Araranguá  
- Um telefonema re­­­ce­bido na tarde de sexta-feira pelo padre lajeadense Roque Gabriel (61) pode levar a polícia a ampliar os caminhos da investigação sobre a mutilação sofrida pelo religioso no fim de semana, na praia da Meta, Balneário de Arroio do Silva. Familiares de Gabriel relataram ontem à tarde à reportagem que o padre estava na localidade de Nova Santa Cruz, interior de Santa Clara do Sul (município emancipado de Lajeado) na sexta-feira, quando recebeu uma chamada telefônica originária de Santa Catarina. Depois da ligação, o religioso disse que precisava partir urgentemente e deixou para trás até mesmo alguns quilos de carne de um boi que a família havia carneado e que ele levaria para casa. 

Até a manhã de ontem, o delegado responsável pela investigação, Jorge Giraldi, dizia que o levantamento de dados apontava para a automutilação. No final da tarde de domingo, Roque Gabriel foi socorrido por vizinhos e levado para o Hospital Regional de Araranguá. Ele estava nu, ensanguentado e dizia ter sido vítima de um ataque. Seus testículos haviam sido cortados. “Ele se contradisse, contou duas versões fantasiosas para o caso. O ataque que ele alega ter sofrido não condiz com o cenário do crime. Não havia sinais de luta e nem de roubo dentro da residência em que ele estava”, observa Giraldi.
O delegado conta que testemunhas afirmaram que o religioso chegara à residência que estava vazia, e que pertencia a um amigo, dizendo ter um compromisso. Gabriel teria se trancado na casa. Horas depois, moradores do local teriam ouvido gemidos de dor. “O padre diz que um casal bateu à porta e o rendeu. Afirma ter sido vítima de uma vingança”, revela.
Em um terreno ao lado da casa a polícia encontrou materiais para curativos, como gases, esparadrapos, álcool em gel, seringas e cartelas de medicamento analgésico para dor. Ainda apreenderam uma faca de cozinha afiada, e que teria sido usada para extirpar a bolsa escrotal do religioso. Os testículos dele foram encontrados dentro da fossa da residência ontem pela manhã.
“O que podemos afirmar até agora é que não houve roubo. Por isso acreditamos na automutilação. Como ele não vinha para cá desde a Páscoa, acreditamos que ninguém daqui iria fazer isso. Ele se dava bem com todos os vizinhos”, reforça Giraldi. 

Família descarta automutilação
Os familiares do padre Roque Gabriel ficaram sabendo do ataque pela imprensa, ontem pela manhã. Nenhum deles acredita na versão da polícia sobre a automutilação. “Se ele queria se matar ou se cortar, iria fazer isso aqui, e não ir até Santa Catarina”, analisa o agricultor Pedro Francisco Gabriel (58), um dos nove irmãos do religioso.
Acompanhado da esposa Elfrena (51), Pedro contou que, apesar do afastamento, o irmão continuava a rezar missas para a família na comunidade onde nasceu e que os visitava constantemente. “Ele fez o velório de uma moradora daqui esses dias. Ficou a semana passada com a gente. Foi na roça, ajudou na plantação, carneamos um boi. Ele estava bem. Até que telefonaram para ele”, lembra. “Ele saiu do nada, com muita pressa. Achei o cúmulo ele ir embora daquele jeito, ir até Santa Catarina correndo.” Pedro diz que o irmão costumava viajar ao Estado vizinho para rezar missas e terços para amigos e outros familiares.

Emilio Rotta
emilio@informativo.com.br
Twitter: @rvcpolicia

Heloisa Helena - Comunicado


Comunicado de Afastamento da Presidência Nacional do PSOL

 
1. Agradeço a solidariedade de muitos diante da minha derrota ao Senado (escrevo na primeira pessoa pois sei, como em outras guerras ao longo da história já foi dito "A vitória tem muitos pais e mães, a derrota é orfã!").
Registro que enfrentei o mais sórdido conluio entre os que vivem nos esgotos do Palácio do Planalto - ostentando vulgarmente riquezas roubadas e poder - e a podridão criminosa da política alagoana. Sobre esse doloroso processo só me resta ostentar orgulhosamente as cicatrizes, os belos sinais sagrados dos que estiveram no campo de batalha sem conluio, sem covardia, sem rendição!

 
2. Comunico à Direção Nacional e Militância do PSOL a minha decisão de formalizar o que de fato já é uma realidade há meses, diante das alterações estatutárias promovidas pela maioria do DN me afastando das atribuições da Presidência. Como é de conhecimento de todas(os) fui eleita no II Congresso Nacional por uma Chapa Minoritária, composta majoritariamente pelo MES e Poder Popular (MTL), em um momento da vida partidária extremamente tumultuado que mais parecia a velha e cruel opção metodológica das lutas internas pelo aparato diante dos escombros de miserabilidade e indigência da nossa Classe Trabalhadora. Daí em diante o aprofundamento da desprezível carnificina política foi ora transparente ora dissimulado mas absolutamente claro!

Assim sendo, em respeito à nossa Militância e aos muitos Dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das Instâncias Nacionais (culminando com o apoio a Candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do Partido o meu afastamento e a minha permanência como Militante Fundadora do PSOL, sempre à disposição das nobres tarefas de organização das lutas do nosso querido povo brasileiro! Avante Camaradas!

 
Maceió, 19 de Outubro de 2010
Heloísa Helena
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Faça o Sinal da Cruz e Leia "Onda Vermelha"

A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!


18 out
 
O PT não pode se calar diante da onda de calúnias que tem surgido contra a candidatura de Dilma Rousseff nestas eleições.
A direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata. Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários.

Precisamos salvar o Brasil do atraso, e fazer a defesa enfática de um Estado laico, que só será possível com a eleição de Dilma Rousseff. A Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário. Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja.

O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata. Não podemos permitir esse tipo de abuso, e faremos o combate de todas as maneiras possíveis. Precisamos continuar pressionando o comando do partido, dito moderado, para que continue defedendo os valores que historicamente são bandeiras do PT.

Nós acreditamos na liberdade religiosa, desde que a fé não seja usado como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas. Pesquisem o histórico dos chamados sacerdotes que se opõem ao PT e tentam manipular a opinião pública contra nós. Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária. Temos que agir para que lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica.Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?

Fonte: http://pt20anos.wordpress.com/2010/10/18/a-igreja-e-contra-pt-vamos-combatela/

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Blog ataca Igreja, PT pede investigação

GUSTAVO PORTO - Agência Estado
O Diretório Estadual do PT fez hoje representações à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público - além de registrar boletim de ocorrência na polícia - para que seja investigado o blog "Onda Vermelha - PT +20 Anos no Poder", o qual faz ataques à Igreja Católica em nome do partido. Em uma nota divulgada hoje, o presidente do PT paulista, deputado estadual eleito Edinho Silva, afirma que o blog é falso, não representa a posição do partido e informa que a assessoria jurídica da campanha de Dilma Rousseff (PT) foi acionada para tomar medidas judiciais.

Com o título "A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!", a mensagem foi postada ontem no endereço eletrônico http://pt20anos.wordpress.com, e disseminada por meio de e-mails hoje. O blog, que não tem informações sobre o seu autor, defende a intervenção do estado na Igreja Católica e cita uma suposta perda de poder do arcebispo emérito de São Paulo D. Paulo Evaristo Arns sobre outros bispos. "Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária", informa.

O blog aponta que "a direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata", numa referência às críticas feitas por alguns católicos a Dilma, por meio de panfletos. "Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários", completa o texto.
O texto vai além e defende que a "Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário" e cobra postura pelo "estado laico", ou seja, sem pregar religião. No entanto, o blog conclama uma posição semelhante a adotada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. "Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja", completou.

O texto pede ainda que o comando do partido "dito moderado" seja pressionado para que defenda "os valores que historicamente são bandeiras do PT" e defende a liberdade religiosa, "desde que a fé não seja usada como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas". Por fim, o texto pede que "lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica" e indaga: "Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?".
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Ciro entrou "de gaiato" no navio?

                                                                           Imagem: ultimosegundo.ig.com.br

Tem alguém querendo fazer Ciro de "abestado", vejamos:

Quem convidou Ciro?

Por: Andréia Sadi
07/Out/2010 - Poder Online

Na composição original da coordenação da campanha de Dilma Rousseff, os integrantes Antônio Palocci, José Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo não sabem dizer quem convidou Ciro Gomes para fazer parte do time nesta nova etapa da eleição.


Inicialmente, pensou-se que a indicação teria partido de Eduardo Campos, presidente do PSB. Mas Eduardo disse que não, que havia sido um consenso de aliados.

O próprio Ciro foi pego de surpresa ontem cedo, antes do anúncio de Dilma Rousseff. Questionado pelo trio original se ficaria para reunião da coordenação, que já contaria com a participação de Moreira Franco (PMDB), Ciro respondeu:

– Que reunião?

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/







A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi entrevistada nesta segunda-feira (18) no Jornal Nacional, da Rede Globo, pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes.


Uma das perguntas, feita por Bonner, questionou a presença do deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) como um dos coordenadores da campanha da candidata. O apresentador lembrou de declarações feitas por Ciro, que classificou recentemente o PMDB, partido de Michel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma, de “ajuntamento de assaltantes”, e que afirmou considerar o adversário tucano José Serra “mais preparado” do que a própria candidata que agora apoia.

Dilma Rosseff preferiu evitar complicações e não teceu comentários sobre as opiniões de seu aliado. Confira o trecho:

William Bonner: Me permita fazer uma questão agora sobre a campanha eleitoral. Nesse segundo turno, o ex-deputado Ciro Gomes se juntou a sua equipe para coordenar a sua campanha na eleição. É curioso, porque há seis meses, o candidato Ciro… o então… o ex-deputado Ciro Gomes chegou a dizer que o seu adversário, candidato José Serra, do PSDB, é mais preparado do que a senhora para ser presidente da República. Sobre o PMDB, que é o partido do seu candidato a vice, Michel Temer, ele disse que era um ajuntamento de assaltantes, palavras dele, e sobre o próprio Michel Temer, o seu candidato a vice, ele chegou a dizer que era o chefe dessa turma. A minha pergunta é a seguinte, candidata: foi a sua equipe que pediu ajuda a Ciro Gomes ou foi ele que ofereceu ajuda a sua campanha?

Dilma Rousseff: Veja bem, eu tenho uma relação muito longa, de há muito tempo com o deputado Ciro Gomes. Nós participamos do mesmo governo e eu sempre disse em todo esse processo que eu respeitava, tinha uma excelente relação com ele e entendia, inclusive, que naquele momento ele estivesse magoado pela circunstância que levou ele a não ser candidato. E eu vou ter sempre, eu sei como é que é a forma pela qual e o temperamento do deputado Ciro Gomes. Ele nos procurou e nós…

William Bonner: Foi ele que procurou? Aí a senhora…

Dilma Rousseff: … aceitamos prontamente. Por quê? Porque o deputado Ciro Gomes, eu convidei para ir a minha casa, inclusive para jantar. Eu já não lembro se foi jantar ou se foi o almoço. Por quê? Porque eu tenho uma relação pessoal, mas nesse momento ele não me apoiou formalmente.

William Bonner: Certo.

Dilma Rousseff: Ele foi me apoiar depois, agora, no primeiro turno, a partir do fato que ele foi coordenador da campanha do Cid e que o governador Cid, também pelas nossas relações, me apoiava.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Socialismo & Liberdade Nº 3

Festival Louco em Cena - Barbalha

InformANDES on Line


 
cid:07e701cb6bbd$935010c0$6f00a8c0@email
SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
Nº149 - Brasília-DF, 14 de outubro de 2010 - www.andes.org.br ____________________________________________________________________________________________________________________
Reunião conjunta na sede do ANDES-SN aprofunda discussão sobre carreira docente
Representantes de 23 Seções Sindicais do ANDES-SN participaram, de 9 a 11/10, da reunião conjunta do Setor das Federais e do Grupo de Trabalho sobre Carreira - GT Carreira, em Brasília (DF), para retomar a discussão sobre reestruturação da carreira docente. No evento, foram sistematizadas as deliberações das assembléias realizadas pelo país acerca dos temas “carreira única” e “estrutura”. A reunião também discutiu a situação da carreira dos docentes das Escolas Básicas, Técnicas e Tecnológicas - EBTT e a Campanha Salarial 2011. Leia mais
Presidente do ANDES-SN apresenta visão dos docentes sobre a proposta de carreira do governo para reitores
A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior - ANDES-SN, Marina Barbosa Pinto, apresentou, no dia 7/10, durante a 94ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições do Ensino Superior - Andifes, realizada em São Luís-MA , a avaliação do movimento docente sobre a minuta do Projeto de Lei do governo federal que altera a carreira docente do magistério superior. Leia mais
Professores se mobilizam e questionam diretoria da Adufg Seção Sindical sobre proposta de transformá-la em sindicato local
Em Assembléia, com a presença de 115 professores, realizada em 6 de outubro, a diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Goiás - Udufg Seção Sindical foi questionada quanto à sua proposta de transformar a Seção Sindical em sindicato local. Ela pautou um ponto sobre o “futuro da Adufg”, tentando realizar um debate sobre esta transformação. Leia mais
Caravana ANDES-SN
Caravana ANDES-SN: Eventos em Macapá (AP) e Santarém (PA) atraem novos docentes
A presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Amapá – Sindufap, Marinalva Oliveira, avaliou positivamente o seminário realizado pela Seção Sindical, em conjunto com a Secretaria Regional Norte II do ANDES-SN, na semana passada, para discutir carreira docente e precarização do trabalho nas universidades. Leia mais
Caravana ANDES-SN: Encontro debate carreira e trabalho docente na UFPA
O projeto de Lei do governo federal que altera a carreira docente do magistério superior foi a principal pauta do Encontro da Regional Norte II do ANDES-SN, no dia 29 de setembro, no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) na UFPA. A mesa de abertura do evento contou com a participação do 1º vice-presidente do Sindicato Nacional, Luiz Henrique Schuch, e do pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Pará - UFPA, Emmanuel Tourinho. Leia mais
Caravana ANDES-SN: Presidentes da Andifes e do ANDES-SN se reúnem em GO
A minuta do projeto de lei sobre carreira do governo federal e a organização da categoria docente foram os principais temas que a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa Pinto, discutiu com os professores dos diferentes campi da Universidade Federal de Goiás – UFG, nesta quinta-feira (30/9), em mais uma atividade da caravana ANDES-SN. Leia mais
Seções Sindicais
Sedusfm promove curso de “Comunicação Sindical” com Vito Gianotti
A Seção Sindical dos Docentes da UFSM - Sedusfm realiza nos dias 20 e 21 de outubro, em seu auditório, um curso de “Comunicação Sindical” com o jornalista e escritor, Vito Gianotti. Idealizador do Núcleo de Piratininga de Comunicação (NPC), no Rio de Janeiro, Gianotti viaja pelo Brasil inteiro ministrando cursos de formação para sindicatos, com destaque especial para a questão da comunicação. A atividade, que será realizada na Sedusfm, é destinada a estudantes de Comunicação, lideranças sindicais, jornalistas e assessores de Comunicação. Leia mais
Adunicentro Seção Sindical promove discussão sobre aposentadoria
No dia 21/10 (quinta-feira), a Adunicentro Seção Sindical realizará um seminário para discutir questões de aposentadoria e previdência. Para conduzir o seminário estarão presentes o advogado especialista em questões de previdência, Flávio José Souza da Silva, e o economista e presidente do comite de aplicação ParanáPrevidência, Hélio de Almeida Machado. Leia mais
Debate sobre Saúde Docente marca comemoração pelo Dia do Professor na Adufs
Em comemoração ao Dia do Professor, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Feira de Santana - Adufs Seção Sindical promove nesta quinta (14/10) um debate com o tema “Da intensificação à desumanização do trabalho docente”, às 15h, no Auditório 3 - Módulo IV. Um delicioso jantar será servido, ao som de boa música, ao lado da ADUFS, a partir das 18 horas. O palestrante é  Eduardo Pinto e Silva, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Eduardo desenvolve a pesquisa "Os sentidos do trabalho do professor pesquisador na universidade estatal pública mercantilizada". Leia mais
Prefeito de Seropédica suspende alvará de instalação para aterro sanitário
No último dia 30 de setembro, o Prefeito de Seropédica, Alcir Fernando Martinazzo, emitiu ato oficial comunicando a suspensão do alvará de instalação do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) Santa Rosa, concedido à empresa Saneamento e Energia Renovável – SERB. Leia mais
Adufes promove curso de formação política “Trabalho e Questão Social"
Com o objetivo de discutir as principais mudanças no mundo do trabalho e os desafios da organização sindical no século XXI, o Núcleo de Estudos do Trabalho da Universidade Federal do Espírito santo - Ufes (NET/Ufes) em parceria com o Grupo de Trabalho de Política e Formação Sindical da Asociação dos Docentes da Ufes - Adufes Seção Sindical (GTPFS/Adufes), realizarão o curso “Trabalho e Questão Social”, com a professora Drª Maria Augusta Tavares (UFPB). A atividade terá início no dia 25 e vai até o dia 28 de outubro, das 14 às 18 horas, no Salão Rosa (CCJE). Leia mais
Aduff promove seminário sobre carreira docente
No dia 7/10, a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense - Aduff Seção Sindical promoveu, na Faculdade de Educação, um seminário sobre a carreira docente. O principal objetivo desta iniciativa foi mostrar aos professores o que está em jogo nas propostas de mudança na carreira docente que têm sido feitas pelo governo. Há uma série de problemas nas propostas governamentais e eles foram debatidos pelos professores de nossa universidade após intervenções bastante elucidativas realizadas pelos professores Armando Cypriano, da diretoria da ADUFF, e Luis Mauro Sampaio, do ANDES-SN. Leia mais
Entrevista
Entrevista: João dos Reis Silva Junior debate carreira docente
João dos Reis Silva Júnior é professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Ele é um dos autores dos livros Novas Faces da Educação Superior no Brasil – reforma do Estado e mudança na produção (Cortez Editora, 2001, 2ª Ed.) e Trabalho Intensificado nas Federais – pós-graduação e produtivismo acadêmico (Xamã Editora, 2009), bem como de inúmeros outros trabalhos, realizados em parceria com Valdemar Sguissardi – professor aposentado da UFSCar. Leia mais
Opinião
Opinião: Financiamento da Educação e contratação de professores - Por Celi Zulke Taffarel e Prudente de Almeida Neto*
A Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal da Bahia cancelou 14 turmas por falta de professor e mantém em seu quadro de docentes 16 professores substitutos, contratados precariamente. Na UFBA, eram 300 turmas sem professor. São ao todo aproximadamente 700 professores substitutos. Nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) foram canceladas aproximadamente 2.000 turmas e existem, aproximadamente, 10% do quadro docente, de 60 mil professores, que são substitutos, ou seja, aproximadamente 6.000 mil professores substitutos, segundo informações obtidas com a Secretaria da ANDIFES – Associação Nacional de Dirigentes das Universidades Federais. Leia mais
Mais notícias em www.andes.org.br
Colaboração: Prof. Augusto Nobre

CARTA DE UBERLÂNDIA


Carta aprovada no Seminário Nacional Unitário entra a ANEL e a Esquerda da UNE realizado nos dias 9, 10 e 11 de outubro de 2010.

Entre os dias 9 e 11 de outubro de 2010, ocorreu o Seminário Nacional de Educação, na Universidade Federal de Uberlândia, reunindo cerca de 400 estudantes de todo o país para debater os rumos da universidade brasileira e organizar os/as lutadores/as em defesa da educação de qualidade, socialmente referenciada e 100% pública e gratuita. Esse Seminário foi construído por diversas entidades e coletivos do movimento estudantil durante todo o ano de 2010, partindo da necessidade de fortalecer o movimento estudantil combativo, democrático, independente de governos, partidos e reitorias, para resistir e avançar de forma conjunta frente aos ataques a educação pública.
Infelizmente, a educação não é uma prioridade em nosso país. Nossas universidades estão cada dia mais voltadas aos interesses do mercado. São problemas recorrentes a falta de professores/as efetivos, laboratórios, assistência estudantil e bibliotecas atualizadas. Além disso, vivenciamos uma estrutura física precária, o acesso à universidade pública é restrito e nas instituições privadas pagamos mensalidades abusivas. Essa situação é a expressão de anos de políticas que têm desmontado o serviço público: precarização e privatização da saúde, da previdência e da educação pública, decorrentes da falta de verba nesses setores. Isso demonstra como os sucessivos governos vêm retirando direitos sociais conquistados com muita luta ao longo da história. Essa realidade é consequência de políticas neoliberais protagonizadas pelos governos FHC e Lula.
O atual modelo de universidade reproduz as desigualdades e injustiças de nossa sociedade. As políticas educacionais vigentes, como a Lei de Inovação Tecnológica, o Ensino a Distância, o REUNI, o ENADE/SINAES, o PROUNI, o Novo ENEM/SISU e a disseminação das fundações privadas impõem que os currículos, as pesquisas e o conhecimento produzido sejam destinados aos interesses do mercado. A falta de financiamento do Estado para a educação pública (os cerca de 4% do PIB para a educação estão muito longe dos necessários 10%) e os incentivos fiscais aos grandes empresários da educação, através do PROUNI, demonstram que é a lógica da educação enquanto mercadoria que predomina. A expansão de vagas nas universidades públicas feita pelo REUNI ocorre sem recursos adequados, e só tem se dado à custa da quebra do tripé ensino, pesquisa, extensão e sem a infra-estrutura necessária – como já haviam alertado as ocupações e mobilizações dos estudantes em 2007. Em julho deste ano, Lula assinou o “Pacote da Autonomia” instituindo mais uma ofensiva à educação pública, um conjunto de medidas que se utiliza da justificativa de diminuição dos entraves institucionais para regularizar iniciativas privadas (e também parcerias público-privadas) que direcionam o tripé ensino, pesquisa e extensão para o atendimento de demandas do capital.
Inconformados/as com esse quadro, inúmeros/as estudantes, em todo o Brasil, têm se mobilizado por mais verbas para a educação, expansão com qualidade, redução de mensalidades, pelo direito de assistência estudantil e pelo compromisso da universidade com os reais problemas desse país. Porém, é prática recorrente dos reitores e governos criminalizar, perseguir e punir aqueles/as que se organizam por essas reivindicações, sufocando a democracia no interior das universidades, calando a voz de quem insiste em questionar o modelo de educação atual. Da mesma forma, o movimento docente, representado pelo ANDES-SN, vem sendo vítima de medidas que cerceiam a sua autonomia organizativa.
Desse modo, realizamos este Seminário para potencializar a militância estudantil, realizando três dias de debates e elaborações orientados pela construção de lutas por uma universidade radicalmente diferente, comprometida com a luta pelo o fim de todas as formas de opressões e exploração. Esse esforço passa, necessariamente, por mobilizar os estudantes em suas necessidades mais sentidas – como as salas de aula superlotadas, a falta de livros, as mensalidades abusivas, a ausência de permanência estudantil -, articulando sua luta imediata com as de outros movimentos sociais.
Queremos juntar as diversas experiências que temos nos Centros Acadêmicos, DCE’s, Executivas de Curso e outras entidades e fortalecer um movimento estudantil, articulado com os outros movimentos sociais, que combata o machismo, o racismo e a homofobia; construa a campanha de boicote ao ENADE; defenda a autonomia do ANDES-SN e articule intervenções unificadas nas Calouradas.
Acreditamos que juntos/as temos mais força para conquistar melhorias para a educação, acabar com a privatização da universidade e os cursos pagos, lutar pela qualidade no ensino e por uma expansão de qualidade!
Assinam: ANEL, DCE-UFOP, DCE-UNAMA, DCE-UNIRIO, DCE-UFRJ, DCE-UFRRJ DCE-UFF, DCE-UFPR, DCE-UFSC, FEMEH, Barricadas, Contraponto, Construção, DialogAÇÃO, Domínio Público, Levante, Vamos à Luta, 21 de Junho, Viramundo, Mais Vale o Que Será, MUP-UFSC.

Reguffe: um Síndico Federal


Reguffe: “Não me considero representado pelo PT”

O deputado proporcionalmente mais votado do país avisa logo: um eventual governo Dilma não deve contar com seu voto em qualquer situação, sem questionamentos

Rudolfo Lago
Reguffe critica: "Parece que governabilidade no Brasil 
virou sinônimo de fisiologismo"
Rudolfo Lago e Thomaz Pires
O PDT, partido de José Antônio Reguffe, oficialmente apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, no primeiro turno. Mesmo assim, o cidadão José Antônio Reguffe, quando chefou à frente da urna eletrônica, em vez do 13 petista, digitou o 43 da candidata do PV, Marina Silva. “Não me considero representado pelo PT”, explica ele, singelamente. Pelos quatro ano em que foi deputado distrital, Reguffe foi muitas vezes criticado por seus colegas exatamente por esse excesso de independência. Votava e fazia o que queria, não aquilo que orientavam os líderes de seu partido. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Reguffe era tratado por seus colegas como um corpo estranho. Eles embolsavam 15 salários por ano. Ele devolvia aos cofres públicos os dois salários a mais: ficava apenas com os 13 iguais ao de qualquer outro assalariado. Eles contratavam 23 assessores. Ele tinha só dez, e devolvia o restante da verba. Individualmente, pelos seus cálculos, será, ao final do mandato de deputado distrital este ano, responsável por uma economia de R$ 3 milhões em dinheiro público.

Os demais deputados distritais podem ter passado quatro anos torcendo o nariz para Reguffe. Mas o resultado dessa postura é que o economista e jornalista de 38 anos filiado ao PDT chega à Câmara como o deputado federal proporcionalmente mais votado do país. Reguffe recebeu nada menos que 266 mil votos. Passada a euforia da vitória, Reguffe, nesta entrevista ao Congresso em Foco, antecipa sua disposição de continuar sendo desagradável aos colegas, se isso significa a manutenção de práticas que a sociedade condena. Da mesma forma que fazia na Câmara Legislativa do DF, ele avisa que devolverá o 14º e o 15º salários pagos aos deputados federais. Se seus colegas de Brasília recebem auxílio-moradia e quota de passagens aéreas, ele antecipa que pensa sobre isso como a maioria das pessoas: é um absurdo e ele não usará.

E um eventual governo Dilma Rousseff, quando for fazer a contabilidade do apoio para aprovar uma proposta polêmica, deve ter muito cuidado antes de contar com o voto de Reguffe, ainda que, teoricamente, ele vá fazer parte da sua base de apoio. “Discordo frontalmente do parlamentar que só diz “sim” ou que só diz “não”. Cada proposta, eu vou votar de acordo com o que diz a minha consciência”.

“Parece que governabilidade no Brasil virou sinônimo de fisiologismo”, critica Reguffe. “Que ninguém me procure achando que poderá trocar meu voto por cargos ou verbas de orçamento", avisa.
Confira a entrevista com José Antônio Reguffe na íntegra:
http://congressoemfoco.uol.com.br/ 

Homenagem a Luiz Gonzaga