sexta-feira, 4 de março de 2011

Seminário para debater os destinos da Urca

por: Sindurca

Companheir@s

Ocorreu na última terça-feira na sede do Sindurca a reunião da comissão encarregada de preparar o Seminário que irá debater publicamente a proposta de universidade que queremos para Urca. A reunião contou com a participação de professores e estudantes e teve como ponto de partida para construção do seminário o Caderno 2 do Andes, documento do Sindicato nacional que sistematiza a proposta para a Universidade Brasileira elaborada a partir das discussões que professores do ensino superior realizam em todo país desde a década de 80 e que foi atualizada recentemente no congresso do Andes em Uberlândia, onde tivemos a presença de 04 representantes da Urca.  Este instrumento de luta foi construído e vem sendo aperfeiçoado permanentemente a partir da experiência acumulada pelo Andes Sindicato Nacional e tem servido como referência para o movimento docente na luta pela construção da universidade brasileira.

A data prevista para realização do Seminário é a 3ª semana de aula do semestre letivo 2011.1. Entre os pontos acordados até o momento para pautar o Seminário, estão:
1-      Histórico do processo sucessório na reitoria da URCA;
2-      Autonomia Universitária;
3-      Política de assistência estudantil.
4-      Política de pós-graduação – acesso e gratuidade;
5-      Carreira docente;

Convidamos a tod@s os interessados (docentes, discentes e técnico-administrativos) para a próxima reunião da comissão que está agendada para o dia 14/03/11 às 10h30.

Compareçam!

Sindurca / Andes-SN / CSP-Conlutas
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quinta-feira, 3 de março de 2011

Nilda Imperiale indica Polo Montañez

Polo Montañez - Guajiro Natural
Polo Montañez, un guajiro natural, que no por tener mucha simpleza y sensibilidad, carecía de personalidad. Un poeta que sabía q quería de la Vida. Letra: Aunque yo sea guajiro natural.. Soy un guajiro nomal, q vengo del monte cimarron. Soy un guajiro normal, y que? q vengo del monte cimarron, se
Imagem de Nilda Imperiale
Nilda Imperiale
 
Esta cancion va dedicada a una amistad que me pidio pusiera musica cubana especialmente una de Pablo Montañez...Aqui la tienes Hildegardis...Es toda tuya!!!!...Y las proximas tambien te las dedico a ti!!!..

Manifestantes na Líbia lutam pela soberania do país e rejeitam intervenção militar estrangeira

de: Sindurca

http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=5986

Apesar da brutalidade da repressão do ditador líbio Muammar Kadafi, os manifestantes rejeitam a intervenção dos EUA no país, possibilidade que vem sendo aventada após a resolução do Conselho de Segurança da ONU do último final de semana.
Em Bengasi, centro da oposição ao ditador e a segunda maior cidade do país, uma faixa estampava a frase na principal praça: “Não à intervenção estrangeira, o povo líbio pode gerir isso sozinho”, junto a uma manifestante com a bandeira líbia da era anterior a Kadafi. O correspondente do Estadão na região, Lourival Santana relata que “os rebeldes não querem e acham que não precisam de tropas estrangeiras; dizem que no terreno são superiores às forças leais ao regime” .
Segundo um blogueiro líbio que escreve da capital Trípoli ao jornal britânico Guardian, com o pseudônimo de Mohammed: “Uma coisa parece ter unido todos os líbios: qualquer intervenção militar por terra, por qualquer força estrangeira, desencadearia lutas muito mais duras que os mercenários”. Em seguida o blogueiro também rechaça um ataque aéreo. “Esta é uma revolução totalmente popular, nosso combustível tem o sido o sangue do povo líbio” .
Após atacar a hipocrisia dos países imperialistas, que ignoraram a ditadura e a opressão do povo líbio por décadas, Mohammed pede aos países Ocidentais: “não tornem uma revolução popular pura em uma maldição que cairá sobre todos” .

Sanções
Após o Conselho de Segurança da ONU determinar no dia 27 de fevereiro uma série de sanções à Líbia e o início de um processo de investigação sobre os crimes de guerra cometidos no país, os EUA anunciaram a aproximação de forças militares no país, através de sua Marinha. Dois navios de guerra com centenas de marinheiros estão estacionados no mar Mediterrâneo e preparados para uma eventual intervenção.
Ao mesmo tempo, o país aventa a possibilidade de decretar um “espaço de exclusão aéreo”, que na prática significaria a invasão do país por ar e o bombardeio de posições de forças pró-Kadafi.
O povo líbio e os setores dissidentes do Exército, porém, mostram a força da revolução contra Kadafi. Do Leste, a oposição foi avançando sobre a capital e hoje o ditador se vê encurralado em Trípoli. Segundo a imprensa internacional o povo e, principalmente os jovens, estão tendo treinamento militar em Bengasi para o enfrentamento final contra o ditador.

Nenhuma confiança no Imperialismo
Desde o final dos anos 90, com a aproximação do ditador ao Ocidente e abertura do país às multinacionais, os EUA, assim como o imperialismo europeu, vinham estreitando suas relações com o regime de Kadafi.
Obama só foi condenar abertamente o ditador líbio quando já estava claro que a sua ditadura estava com os dias contados. A partir daí, os EUA vem tentando utilizar a mesma tática que implementam no Egito, ou seja, articular e tentar dirigir a transição no país, mantendo os seus interesses. Na Líbia isso é especialmente importante devido ao petróleo e o gás exportados a todo o planeta.
O povo líbio, porém, demonstra não depositar qualquer confiança no imperialismo e trata de enfrentar Kadafi com as próprias mãos.

Servidores públicos federais - aprovam indicativo de greve


de: Sindurca

Servidores públicos federais aprovam indicativo de greve para primeira quinzena do mês de abril

 http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=5983

Os servidores públicos estão mobilizados contra os ataques anunciados pelo governo Dilma. Demonstraram sua força no lançamento da Campanha Salarial 2011 em ato unitário que reuniu cerca de 5 mil servidores em frente ao Congresso Nacional, no dia 16 fevereiro. Para o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e servidor federal do IBGE, Paulo Barela, o processo de mobilização que estamos preparando, corretamente alicerçado na campanha salarial do funcionalismo, tem seu aspecto principal na defesa do serviço público em nosso país”, ressalta.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo governo prevê ataques à categoria e prejuízos à população que depende de serviços públicos como saúde e educação. Segundo a secretária do Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Correa, “não vai ter concurso público nenhum este ano. Todos os concursos serão postergados”, informou à grande imprensa. Além disso, foi anunciado que os reajustes salariais também não serão concedidos. O governo pretende colocar novamente em pauta o PL 549/09 que prevê o congelamento salarial dos funcionários públicos por 10 anos, além de uma avaliação de desempenho (PLP-248/98) com intuito de demitir trabalhadores aprofundando as políticas de transferências de serviços públicos para a exploração comercial pelas empresas privadas. As medidas anunciadas visam o ajuste fiscal e a redução dos gastos públicos, que serão revertidos para o pagamento da dívida pública. Esta dívida, com juros amortizações e refinanciamento, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, consome 44,93% do orçamento da União, o que representa R$ 635 bilhões.

O calendário e as propostas de mobilização seguem agora para o debate nas bases das diversas categorias. Veja, abaixo, os principais pontos da organização da luta do funcionalismo federal nesse semestre:
·         Apoio incondicional à greve da FASUBRA (Técnicos Administrativos das Universidades Federais);
·         Indicativo de greve geral dos servidores públicos federais para a primeira quinzena de abril e discussão nas bases sobre os eixos da campanha salarial 2011;
·         Mobilização de diversas categorias nos dias 23 e 24 de março em Brasília DF;
·         Reuniões e plenárias setoriais do funcionalismo federal nos dias 25 e 26 de março;
·         Reunião ampliada das entidades nacionais de Servidores Públicos Federais no dia 27 de março;
·         Ato público em Brasília com caravanas no dia 13 de abril;
·         Plenárias e reuniões setoriais no dia 14 de abril;
·         Reunião ampliada no dia 15 de abril;
·         As entidades protocolaram pedido de audiência com o presidente da Câmara Federal para debater os projetos de interesse da categoria. Nesse sentido, será desenvolvida uma força tarefa no Congresso Nacional quando da confirmação da audiência;
·         Com o mesmo objetivo, serão desenvolvidas forças tarefas junto aos parlamentares nos estados na primeira quinzena de março;
·         Retomada das negociações em torno das coordenações de servidores públicos nos estados, buscando envolver outros segmentos da classe trabalhadores em solidariedade à luta do funcionalismo.

PESQUISA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CANDIDATO

Acesse abaixo:

Prestação de contas

Consulte os dados de financiamento de campanha eleitoral de candidatos, comitês financeiros e partidos políticos.


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quarta-feira, 2 de março de 2011

Faculdades à Venda "Porteira Fechada"


Esse é um grande e novo negócio que está em crescente expansão no nosso Brasil, principalmente quando a Faculdade "Particular" encontra-se valorizada pelo seu maior número de cursos aprovados pelo MEC.

Na maioria dos proprietários, encontramos famílias oriundas da classe política dominante que sabe facilmente como buscar uma nova instalação, sem nenhum impedimento.

O interessante de tudo é a "Negociação Porteira Fechada" - Prédio, Alunos, Cursos....

O número de alunos, o reduzido índice de inadiplência, a classe social da maioria dos alunos e bairro, são motivos de aumento do valor de proposta para negociação.

Enquanto não existe nenhuma preocupação governamental com a negociação desse tipo de "produto", vejamos um dos Sites que trabalha a venda de faculdades de forma legal.


Concurso para Gari-RJ com "Doutores" na disputa


45 doutores disputam vaga de gari no RJ. Por quê?

“A segunda etapa da prova, também de testes físicos eliminatórios, é muito pior: abdominais, flexões e 12 minutos de corrida. O doutor entra nessa disputa flertando com a morte súbita. Não deixa de ser uma tentativa de suicídio”

Bajonas Teixeira de Brito Junior*
No edital a escolaridade exigida foi esta: "Ensino Fundamental Incompleto — ter concluído as 4 (quatro) primeiras séries do Ensino Fundamental, antigo primário". Inscreveram-se 109.193 candidatos para 1.400 vagas. Entre os inscritos havia 45 doutores, 22 mestres, chegando a 80 o número de pós-graduados. Pois é: 45 doutores, 22 mestres, 80 pós-graduados concorrendo a uma vaga de gari no Rio de Janeiro para garantir um salário mínimo. O assunto foi tema de matéria publicada na imprensa em 21 de outubro de 2009 (Concurso para gari no Rio registra 45 inscrições de candidatos com doutorado).

Numa avaliação assim por alto, calculando que muitos esconderam o título temendo que pudesse mais atrapalhar que ajudar, é lícito imaginar que o número de pós-graduados inscritos tenha sido bem maior. E gente formada em bons programas por sinal, porque estamos falando do Rio de Janeiro, que tem antiga tradição em pós-graduações e em conceitos máximos da Capes. Pelo número de doutores, o provável é que a massa de graduados tenha sido enorme. Esses também formados em instituições conceituadas. Deve ter quem tenha visto a presença de doutores como concorrência desleal, como gente grande em jogo de criança. Mas isso provavelmente não corresponde à verdade. Foi muito mais uma "concorrência desesperada" do que desleal.

Por que "concorrência desesperada"? Porque no Brasil, mesmo ainda nas famílias bem situadas, o sonho de ter o filho formado perdura. Na medida em que, com o aumento das matrículas, o glamour das graduações empalidece de uma hora para outra (até o “benefício” da prisão especial foi tirado), as pós-graduações, com seus títulos de mestre e doutor, renovam de algum modo o brilho hierárquico dos títulos. Sem esquecer que no Brasil chamar de “doutor” sempre serviu para dar um lustre na distinção.

E nisso justamente reside o efeito produzido pelo título da matéria. "Doutor" sempre foi no Brasil título de quem tem poder. O doutor Roberto Marinho. O doutor Olavo Setúbal. O doutor Assis Chateaubriand. O doutor sendo meio o equivalente de conde ou marquês. Por outro lado, a ocupação oferecida pelo concurso para gari não é das mais respeitadas no país. Recentemente houve o episódio em que um apresentador de telejornal deixou escapar observações pouco lisonjeiras: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho". 

Agora ficamos diante da inteira curvatura da vara: a hierarquia dos doutores infletindo rumo ao "mais baixo da escala do trabalho". Claro. Claro. A última expressão é puro preconceito. Evidente que é. Mas é o que o brasileiro melhor situado pensa em geral quando pode se expressar bem à vontade. Criou-se até duas designações (gari e lixeiro), uma para maquiar a outra para escrachar. É típico da nossa língua ter sempre duas designações, uma palavra hipócrita que embeleza e um termo maldoso que denigre. Entre mil exemplos que se poderia citar, lembro uns poucos: "comunidades" e "favelas", "moreno" e "crioulo", “estudioso” e “cdf”. E o mesmo acontece com "gari" e "lixeiro". Para fazer um afago na dignidade, usam-se palavras bonitas (comunidade, moreno, estudioso gari). Quando se quer rebaixar, descer a ripa, aí surge a favela e o cdf, o lixeiro, etc.

Lembro que o escritor William Burroughs, a respeito do México, dizia que lá não era como nos Estados Unidos, onde existia o bandido de classe média, bem apresentado e burocrático. No México haveria apenas os bandidos de elite, cheios de conexões políticas e rigorosamente fora do alcance da lei e que, por isso, seriam tratados como autoridades e não como bandidos, e, do outro lado, os bandidos pés de chinelo destinados a apodrecer nas prisões. A hierarquia dos muito poderosos, de um lado, e dos insignificantes, do outro, parece que persiste em toda a América Latina.

Assim como permanece, em um número relativamente grande de casos, a impossibilidade de bem discernir entre autoridade e bandido. É um paradoxo de indiscerníveis. E nisso que se situa, para nós brasileiros, a dificuldade de um pensamento que forme categorias horizontais e estáveis. Pão, pão, queijo, queijo, é uma boa regra, mas pão de queijo é que sabe melhor ao paladar. Submerso sempre na mistura dos opostos, os brasileiros passam do xingamento ao elogio numa velocidade estonteante. Essa instabilidade é o seu estado normal, a lei oscilante do seu imo peito. Isso é mau, mas isso também é bom. O nazismo, por exemplo, seria impossível com a nossa incredulidade permanente. 

Lula não agiu mal quando incentivou a expansão do ensino superior, permitindo que a classe média baixa tivesse acesso à formação universitária. Mas isso foi feito como um mimo, um "brinco", um agrado. É como se todos pudessem agora ter o seu diploma de graduação. Mas esse título, ainda mais com o fim do benefício da prisão especial, permanece só um título, porque o mercado de trabalho continua estreito como sempre, e os novos formados têm na maioria poucas chances. Os salários, além disso, tendem a cair com a inflação de títulos. Por isso, por exemplo, a briga dos médicos e dos advogados para que só se credenciam “cursos de qualidade”. Querem enxugar o mercado. A mesma coisa para a OAB, com o seu “concurso da Ordem”. Penso que quanto mais educação melhor. Um Brasil em que muitos possuam um diploma universitário pode surpreender gerando novas e interessantes tensões. E uma multidão de doutores sem colocação, claro que vai deflagrar confrontos que já deveriam estar na ordem do dia.  

Em relação às pós-graduações, os problemas são similares. As faculdades privadas não são obrigadas a contratar um quadro de mestres e doutores como seria necessário para garantir uma formação de qualidade para seus estudantes. As próprias universidades e faculdades particulares, pela força que têm dentro do Conselho Nacional de Educação (CNE), impõem uma legislação que as exime dessa obrigação que seria o mínimo aceitável pelo bom senso. Assim, as universidades federais, principalmente as federais, lançam no mercado carradas de mestres e doutores que não são absorvidos. E vão parar, literalmente, nos concursos para gari.  As faculdades privadas não precisam deles, e não os querem, porque seus salários seriam onerosos.  E elas reúnem hoje 90% das matrículas no ensino superior.

Isso ajuda a explicar um paradoxo bem interessante que está na matéria citada. De fato, o número de doutores inscritos (45) foi o dobro do de mestres (22). Como compreender isso, se a verdade é que o número de mestres no mercado é muito maior que a de doutores? Seria mais conforme se fosse o contrário: 22 doutores e 45 mestres. Mas não é assim. O número esmagador é de doutores. O que explica isso? Por que justamente gente com títulos mais altos e mais classudos optaram pelo concurso? A explicação pode ser fácil. 

Depois de inúmeras decepções, cansados de aguardar por um emprego à altura, alguns desgarrados da vasta legião de doutores sem ocupação fixa do Rio de Janeiro optaram por essa via extrema. Doutores entre 30 e 40 anos, com  responsabilidades com uma família, veteranos das frustrações no mercado de trabalho, premidos pela urgência, descobrem que não tem escolha. Já os mestres, mais jovens, muitas vezes aspirantes a um doutorado, acreditam ainda que se chegarem lá as portas se abrirão para eles. Ao menos, a porta de uma bolsa de doutorado do CNPq ou da Capes. Eles ainda têm muitas ilusões para perder. O desespero dos intelectuais com doutorado que se lançam ao concurso pode bem ser avaliado pelas regras do edital.

As provas são físicas e muito puxadas. Ora, o doutor sabe exatamente ao que está se arriscando, porque sua formação permite que leia e compreenda perfeitamente as regras do edital. E lá fica claro que seu título não valerá de absolutamente nada para a sua aprovação. E a sua condição física, apurada em muitas horas de leituras, muito menos.
O edital do concurso para gari, bem maior e mais detalhado do que os que encontramos para concursos de professor universitário,  tem 24 páginas. As provas, em duas etapas, contemplam exclusivamente aptidões físicas. Ai se vê a dureza da situação. A leitura do edital não deixa dúvidas quanto à primazia dessas aptidões. A primeira etapa, eliminatória e classificatória, é "composta de Teste Dinâmico de Barra Fixa, para os candidatos de sexo masculino e Teste Estático de Barra Fixa, para os candidatos de sexo feminino". A segunda etapa da prova, também de testes físicos eliminatórios, é muito pior: abdominais, flexões e 12 minutos de corrida.  O doutor entra nessa disputa flertando com a morte súbita. Não deixa de ser uma tentativa de suicídio.

Esse é o drama. Nisso é que se revela mais assustadoramente o caminho da educação superior no Brasil hoje. O mercado que deveria ser constituído, principalmente, de instituições universitárias contratando doutores e mestres, não existe. Mas como não existe?! Não tivemos a maior expansão do ensino universitário da história do Brasil? Sim, mas nada disso tem qualquer valor para o assunto. As faculdades privadas mandam. E decidiram que não precisam de mestres e doutores. E, aliás, se tornaram um negócio de certo modo mais rural do que educacional. Outro dia estavam à venda duas faculdades privadas no Espírito Santo no regime porteira fechada: alunos, professores, carteiras, bibliotecas, etc.

*É doutor em Filosofia, autor do ensaio, traduzido pelo filósofo francês Michael Soubbotnik, Aspects historiques et logiques de la classification raciale au Brésil (Cf. na internet), e do livro Lógica do disparate
http://congressoemfoco.uol.com.br/

2º Estudo Conexões Sustentáveis São Paulo – Amazônia


São Paulo financia devastação da floresta amazônica, diz estudo


Nesta quarta-feira (23/2), o Projeto Conexões Sustentáveis apresentou o 2º Estudo Conexões Sustentáveis São Paulo – Amazônia, no auditório do SESC Vila Mariana (SP). A cidade de São Paulo continua sendo a mais importante financiadora da devastação da floresta amazônica por ser a principal consumidora de seus produtos.

Iniciativa da Rede Nossa São Paulo e do Fórum Amazônia Sustentável, esta é a segunda pesquisa de rastreamento das cadeias produtivas da soja, madeira e pecuária, realizada pelos jornalistas Leonardo Sakamoto da ONG Repórter Brasil e Marques Casara, da Papel Social Comunicação. À semelhança do primeiro estudo, de 2008, este também foi focado em estudos de casos, relacionando o consumo da cidade de São Paulo à devastação da floresta na Amazônia Legal naquelas cadeias produtivas.

A pesquisa de 2011 valeu-se dos avanços da tecnologia da informação e apresentou as informações em formato mais leve e multimídia. (Confira em http://www.conexoessustentaveis.org.br/). Além de incluir os varejistas, revelou de que forma matérias-primas obtidas de exploração predatória podem se transformar em produtos disponíveis em supermercados, lojas de móveis e na construção de casas e edifícios. Em 2008, o estudo revelou como a madeira escoava para o setor siderúrgico. O atual mostra que ela escoa também para a construção civil e para o setor moveleiro. As empresas de construção civil em São Paulo estão entre as que mais se utilizam de madeira proveniente da devastação, especialmente em construções de luxo.

De acordo com os autores, “o objetivo principal desta investigação é alertar as empresas e os consumidores sobre a importância de adotar modelos de negócios que não financiem a exploração predatória dos recursos naturais, a exploração desumana de trabalhadores ou que causem danos às populações tradicionais. É possível produzir na Amazônia sem devastá-la. Obter alimentos e móveis de forma sustentável, com respeito ao meio e às comunidades que dele dependem”.

Crimes ambientais e trabalho escravo
Entre os casos apresentados destacam-se aqueles que envolvem compra de madeira ilegal para frigoríficos. Um deles refere-se à venda entre maio e setembro de 2010, de resíduos de madeira para abastecer as caldeiras de uma unidade da JBS Friboi (Bertin) em Tucumã, no Pará, pela Projeto Industrial Madeireira Transportes Ltda. De acordo com o rastreamento realizado, registros oficiais dão conta de que a Projeto Industrial recebeu toras de madeira nativa da Fazenda Rio Tigre, que faz parte da lista de embargos do Ibama por desmatamento ilegal. Em janeiro deste ano, fiscais do Ibama vistoriaram a fazenda e constataram fraudes no plano de manejo aprovado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). De acordo com o Ibama em Marabá, a fraude serviu para colocar no mercado, como se fosse legal, milhares de metros cúbicos de madeira de desmatamento provenientes de outros locais, no sul e sudeste do estado. O JBS Friboi respondeu que tem toda a documentação prevista na legislação ambiental, que comprova a legalidade da madeira adquirida.
Já na cadeia produtiva da soja, por exemplo, o produtor Olavo Demari Webber, que estava na lista “suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego - e saiu dela graças a uma liminar de dezembro de 2010 - forneceu soja à Cargill e à Louis Dreyfus (ambas multinacionais do agronegócio mundial). Ao serem questionadas, essas empresas se justificaram: a Cargil disse que pode ter havido uma falha técnica e a Dreyfus que houve um equívoco de seus compradores.

Soja ilegal em Terra Indígena
O estudo levantou ainda casos de soja pirata, como acontece na Terra Indígena Marawatsede, dos índios Xavante, em Mato Grosso. O grupo Capim Fino, que possui áreas embargadas pelo Ibama em MT, tem uma propriedade irregular dentro da TI. Trata-se da fazenda Colombo, que mesmo tendo milhares de hectares embargados em março de 2010 foi flagrada pelo Ibama fazendo colheita de soja em algumas áreas. De acordo com o rastreamento, a Bunge, a Multigrain e a Company mantiveram relações comerciais com o grupo Capim Fino.
A Bunge negou ter comprado grãos de áreas embargadas. Mas de acordo com o pacto da soja da Conexões Sustentáveis, as restrições comerciais a serem observadas pelas empresas signatárias devem ser aplicadas não apenas à áreas embargadas mas a todos os empreendimentos de um produtor, cujo nome esteja na lista do Ibama, caso da Capim Fino. Já a Multigrain alegou falha de informação no site do Ibama e a Company, fornecedora da Cargill, não se manifestou. De sua parte, a Cargill afirmou que não fez negócios com essa empresa na região onde se localiza a Terra Indígena e informou ter suspendido relações com a Company em todas as regiões.
Depois da apresentação do estudo, Valmir Ortega, diretor do Programa Cerrado-Pantanal da Conservação Internacional-Brasil, fez uma análise da pesquisa, comentada também por Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra e Leda Ascermann, representando o secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Eduardo Jorge.

Apropriação de terras públicas
Ortega, que conhece bem a região graças à sua experiência como secretário de Meio Ambiente do Estado do Pará e depois como funcionário do Ibama, começou lembrando o tamanho da economia que movimenta a devastação da floresta amazônica. Afinal, a Amazônia representa metade do território brasileiro. Valmir explicou que no Pará, a madeira legal representa quatro milhões de metros cúbicos, o equivalente a R$ 2 bilhões e a madeira ilegal representa a mesma quantidade tanto em metros cúbicos quanto em reais. De acordo com Ortega, essa madeira ilegal provém de apropriação ilegal de terras, de grilagem. Os grileiros investem inicialmente R$1 milhão para limpar a área e em alguns anos, essa terra está valendo de R$ 15 a 20 milhões. Ou seja, é um negócio de alto retorno, uma máquina que tem legitimidade social e envolve muitos grupos sociais., Valmir lembrou ainda a importância das medidas de controle e fiscalização que o Ministério do Meio Ambiente adotou a partir de 2004, que propiciaram agilidade no rastreamento de crimes ambientais. Hoje as pessoas são punidas por crimes cometidos três meses atrás. “Mas ainda não se mexeu no motor do desmatamento, que é a apropriação de terras públicas”.
Roberto Smeraldi destacou a interatividade do estudo, que se reflete na ligação entre as três cadeias produtivas - soja, madeira e pecuária. Enfatizou a importância de se estabelecer uma política de compras positiva, onde o comprador define o que quer comprar, divulga o que quer comprar – e não só o que quer excluir - e qualifica. Assim, estrutura-se a cadeia de compras baseada no processo de corresponsabilidade.
A secretaria adjunta do Verde e do Meio Ambiente da cidade de SP, Leda Aschermann, relatou algumas medidas adotadas pela prefeitura de SP em relação à cadeia produtiva da madeira e subprodutos, cadastrando empresas do setor. E anunciou a ideia da prefeitura de instituir a “segunda-feira sem carne”.
Todos os casos estão descritos abordando de forma didática qual o problema, quem são os envolvidos, qual a relação com o consumidor de São Paulo. As respostas das empresas sobre seus fornecedores e os detalhes de cada caso rastreado rastreado e analisado estão em http://www.conexoessustentaveis.org.br/.

ISA, Inês Zanchetta.
http://www.socioambiental.org/

terça-feira, 1 de março de 2011

Debate sobre a Revolução do Egito com o Prof. Fábio José


Anel Cariri realizará hoje, dia 01/03/2010, às 19h no Salão de Atos da Urca do Pimenta - Crato(Ce), debate sobre o Papel da Juventude na Revolução do Egito com o Prof. Fábio José.

A revolução egípcia é parte de uma situação mundial em mudança, que já incluía vários países na Europa. Agora se estende como um efeito dominó – além de derrubar as ditaduras egípcia e tunisiana, ameaça outras no Oriente Médio e norte da África. Será que essa situação, com suas desigualdades, pode se estender ao resto do mundo?

Os ativistas que estão à frente das lutas sindicais, estudantis e populares no Brasil ficaram muito contentes, como no mundo todo. Agora, além da alegria, é hora de tirar conclusões. Pensar em algumas lições que podem nos servir também aqui no Brasil, mesmo com realidades tão diferentes.

Compareçam!

Sindurca / Andes-SN / CSP-Conlutas

DCE - "Uma extensão do seu Partido Político"

Reporvada a atuação do DCE

Pessoal, estou enviando a nota do C.A  de Pedagogia em relação a esse grupo que diz estar ao lado dos estudantes, que somente começou a aparecer por que a eleição pra DCE se aproxima, CUIDADO na escolha da nossa representação estudantil.

O C.A de Pedagogia esteve presente na reunião ocorrida dia 23 de fevereiro de 2011 com o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará. A representante do curso e do centro acadêmico escolhida para participar da reunião foi a companheira Aline.
Não é algo oculto o posicionamento do C.A de Pedagogia com relação ao Diretório Central dos Estudantes, e a cada situação presenciada nossa opinião sobre a atual gestão se confirma.
Na reunião tivemos apoio dos C.As da UECE E URCA, O pessoal da UECE ficou horrorizado por presenciar um DCE OMISSO, PARTIDÁRIO, E CONTRÁRIO AOS ESTUDANTES.
A fala do presidente do DCE no início da reunião foi adequada, a da vice-presidente Juliana também, porém ao longo da reunião os integrantes se mostraram condizentes com as propostas do governo, com as barbaridades que eram ditas.
Não podemos mais eleger para um diretório central pessoas com interesses partidários que fazem do DCE uma extensão de seu partido político. Isso é um absurdo, pois hoje na UEVA temos representantes do GOVERNO e não dos Estudantes.
A Pedagogia no ano passado fez uma mobilização. Quem quis impedi-la? DCE, Aluna Ivna (de Pedagogia e outro integrante do diretório tentaram impedir nosso movimento e depois de um mês lançaram uma nota dizendo que apoiava o nosso movimento, MENTIROSOS querem pegar carona com a gente, então VÃO DE TAXI!!!).
A Ciências Sociais também fez um manifesto( SEGUNDO RELATO DE UMA ESTUDANTE DO CURSO). Quem quis impedi-lo? DCE. 
Como viram que não tinham como impedir, pegaram carona nos movimentos iniciados pelos alunos para se promoverem, pois a eleição para o Diretório será em Abril.
O C.A DE PEDAGOGIA NÃO APOIA A ATUAL GESTÃO DO DCE, pois militamos contra a POLITICALHA (POLÍTICA COM CANALHA) na UNIVERSIDADE!
Quando um diretório é partidário acontece o que ocorreu ontem. Membros paparicando políticos, caladinhos, defendendo, pois ganham sempre algo em troca.
XÔ esse tipo de estudante que ao invés de militar pelos estudantes militam por interesses de políticos, que só aparecem para se promover e ainda falam besteira para nos desarticular.
Inclusive o assessor do Dep. Chico Lopes falou que a UEVA não iria parar só porque não tem 281 professores. Foi vaiado, e na ocasião a companheira Aline replicou: “Srs. Não conseguimos identificar de qual lado vocês estão: do lado de lá ou do lado de cá (Comunidade Universitária).
Logo depois a aluna Aline foi agredida verbalmente, sentiu-se coagida e destratada pelo assessor que usou termos pejorativos contra a aluna que estava representando nossos direitos como estudantes.
A aluna foi falar com o DCE sobre o ocorrido visto que os mesmos conhecem o assessor, os mesmos convocaram o Dep. Lula Morais e o assessor do Chico Lopes. A aluna exigiu que, já que eles os convocaram, que eles entrassem em contato com o ofensor para que ele se retratasse. Porém a aluna Ivna juntamente com outros integrantes do DCE disse que duvidava da palavra da aluna Aline, e que se ele fez isso era problema dela, e que ninguém do DCE era moleque de recado.
PARABÉNS DCE: DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES porque uma aluna estava falando a verdade, lutando por direitos, "igual a vocês", e essa mesma aluna foi ofendida, sentiu-se humilhada por alguém do partido de vocês que vocês próprios convidaram para fazer propaganda partidária na reunião (sim porque o Dep. Lula Morais e o Assessor do Chico Lopes não ajudaram em nada) e qual foi a atitude do Diretório: VIRE-SE, PROBLEMA SEU, NÃO TEMOS NADA A VER COM ISSO!
A quem mesmo vocês estão representando??? Pois digo que no nosso C.A E EM TODO O CURSO DEVE SER ASSIM QUANTO AO MOVIMENTO se um levar tapa vai doer na cara de todos! Porque estamos no mesmo barco, a luta é uma só, tem pessoas se doando pelo movimento e vocês levando a pagode por conta de partido político.
É essa postura que não se admite!
ALUNOS, REFLITAM: QUANTAS VEZES O DCE FOI NAS SALAS? VOCÊS TEM CARTERINHAS DE ESTUDANTES OU SABEM COMO CONSEGUI-LAS? VOCÊS CONHECEM ALGUÉM DO DCE? VOCÊS SABEM O QUE O DCE FAZ OU DEIXA DE FAZER?

FORA ATUAL DIRETORIA DO DCE-----> AS ELEIÇÕES SE APROXIMAM. NÃO VOTEM EM COVARDES COMPRADOS, ALIADOS DO GOVERNO CONTRA A PRÓPRIA CLASSE, ESCÓRIA DO MOVIMENTO!


 
                                                                
Marcos Adriano B. de Novaes 
Presidente do CAPED - UEVA Curso de Pedagogia
Gestão 2010/2011 Pedagogia em Ação, União para a Transformação! 
Executiva Estadual de Pedagogia/ ExCEPe - CE
(88) 9605 - 4108 / (88) 9405 - 4783 
Universidade Estadual Vale do Acaraú - UEVA Campus BETÂNIA - 3677-4251
Sobral - CE

Homenagem a Luiz Gonzaga