Mostrando postagens com marcador Líbia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Líbia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de março de 2011

Manifestantes na Líbia lutam pela soberania do país e rejeitam intervenção militar estrangeira

de: Sindurca

http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=5986

Apesar da brutalidade da repressão do ditador líbio Muammar Kadafi, os manifestantes rejeitam a intervenção dos EUA no país, possibilidade que vem sendo aventada após a resolução do Conselho de Segurança da ONU do último final de semana.
Em Bengasi, centro da oposição ao ditador e a segunda maior cidade do país, uma faixa estampava a frase na principal praça: “Não à intervenção estrangeira, o povo líbio pode gerir isso sozinho”, junto a uma manifestante com a bandeira líbia da era anterior a Kadafi. O correspondente do Estadão na região, Lourival Santana relata que “os rebeldes não querem e acham que não precisam de tropas estrangeiras; dizem que no terreno são superiores às forças leais ao regime” .
Segundo um blogueiro líbio que escreve da capital Trípoli ao jornal britânico Guardian, com o pseudônimo de Mohammed: “Uma coisa parece ter unido todos os líbios: qualquer intervenção militar por terra, por qualquer força estrangeira, desencadearia lutas muito mais duras que os mercenários”. Em seguida o blogueiro também rechaça um ataque aéreo. “Esta é uma revolução totalmente popular, nosso combustível tem o sido o sangue do povo líbio” .
Após atacar a hipocrisia dos países imperialistas, que ignoraram a ditadura e a opressão do povo líbio por décadas, Mohammed pede aos países Ocidentais: “não tornem uma revolução popular pura em uma maldição que cairá sobre todos” .

Sanções
Após o Conselho de Segurança da ONU determinar no dia 27 de fevereiro uma série de sanções à Líbia e o início de um processo de investigação sobre os crimes de guerra cometidos no país, os EUA anunciaram a aproximação de forças militares no país, através de sua Marinha. Dois navios de guerra com centenas de marinheiros estão estacionados no mar Mediterrâneo e preparados para uma eventual intervenção.
Ao mesmo tempo, o país aventa a possibilidade de decretar um “espaço de exclusão aéreo”, que na prática significaria a invasão do país por ar e o bombardeio de posições de forças pró-Kadafi.
O povo líbio e os setores dissidentes do Exército, porém, mostram a força da revolução contra Kadafi. Do Leste, a oposição foi avançando sobre a capital e hoje o ditador se vê encurralado em Trípoli. Segundo a imprensa internacional o povo e, principalmente os jovens, estão tendo treinamento militar em Bengasi para o enfrentamento final contra o ditador.

Nenhuma confiança no Imperialismo
Desde o final dos anos 90, com a aproximação do ditador ao Ocidente e abertura do país às multinacionais, os EUA, assim como o imperialismo europeu, vinham estreitando suas relações com o regime de Kadafi.
Obama só foi condenar abertamente o ditador líbio quando já estava claro que a sua ditadura estava com os dias contados. A partir daí, os EUA vem tentando utilizar a mesma tática que implementam no Egito, ou seja, articular e tentar dirigir a transição no país, mantendo os seus interesses. Na Líbia isso é especialmente importante devido ao petróleo e o gás exportados a todo o planeta.
O povo líbio, porém, demonstra não depositar qualquer confiança no imperialismo e trata de enfrentar Kadafi com as próprias mãos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FORA MUAMAR KADAFI

Protestos no mundo árabe chegam a Líbia e população pede o fim da ditadura de Muamar Kadafi 

Por Jeferson Choma da redação do Opinião Socialista -

A ditadura líbia de Muamar Kadafi, há 42 anos no poder, pode ser o próximo regime a cair no mundo árabe. Há seis dias, intensos protestos foram registrados em todo o país contra o ditador. A reação do governo foi extremamente sanguinária. Organizações dos direitos humanos estimam entre 230 a 400 o número de pessoas mortas pelas forças de repressão pró-regime.
Os protestos contra Kadafi ganharam força na semana passada, quando um ativista e advogado dos direitos humanos foi preso. Na quinta-feira o leste do país foi tomado por uma "dia de fúria", em homenagem a uma manifestação realizada em Bengasi em 2006, na qual cerca de uma dúzia de pessoas foi morta. O exército atirou nos manifestantes provocando inúmeras mortes. Localizada na região leste da Líbia, Bengasi é a segunda cidade do país e o epicentro das atuais manifestações.
No dia seguinte, houve novos protestos durantes os funerais da vítima do dia anterior. Mais uma vez, as forças militares leais a Kadafi despejaram suas balas sobre a população. Imagens dos protestos gravados pelos próprios manifestantes mostram grupos armados perseguindo pessoas que vão caindo depois de serem atingidas pelas balas.
O banho de sangue provocou mais fúria da população. Ao longo do final de semana, tumultos violentos se espalharam por todo o país. A revolta chegou a Musratha, terceira cidade do país, e o mais importante: chegou a capital Trípoli nesta última segunda-feira – considerada um reduto do regime. Inicialmente os manifestantes estavam reivindicando reformas e o fim da corrupção. Contudo, reivindicam agora o fim do regime e a saída de Kadafi.
Apesar da sangrenta repressão do governo, as manifestações não param de crescer. Por outro lado, a ditadura deu sinais de que vai endurecer a repressão. À TV estatal do país, o filho do ditador Seif al-Islam Kadafi disse que seu pai vai lutar até que "último homem esteja de pé" e que o exército vai garantir a segurança da nação a qualquer custo. A provocação de Seif al-Islam Kadafi provocou ainda mais ódio entre as massas.
No entanto, há sinais evidentes de elementos de crise no interior do exército e do regime. Há informações de que soldados do exército passaram a apoiar os manifestantes. Em Bengasi, há informações de que manifestantes se apoderaram de veículos militares, inclusive tanques e grandes quantidades de armas e munições do exército. No entanto, o regime ainda conta com um forte aparato repressivo. Há dezenas de milícias armadas que são lideradas por parente ou gente de confiança de Kadafi.
Por outro lado, diplomatas e membros do governo líbio também estão abandonando o barco. O embaixador líbio na Índia, Ali Al-Issawi, deixou o cargo em resposta à violência do governo. O embaixador da Líbia junto à Liga Árabe, Abdel Moneim al-Honi, disse que está se unindo à revolução. O embaixador líbio na China também renunciou. O ministro da Justiça líbio, Mustafa Abdeljalil, também se demitiu nesta segunda-feira em protestos a sangrenta situação do país.
Em Trípoli, a sede central do governo líbio e o prédio que abriga o Ministério da Justiça foram queimados, segundo a rede de TV Al Jazira. O prédio é o local onde o Congresso Geral do Povo, ou Parlamento, se reúne.
Um jornalista da Al Jazira sugere que regime se deteriora a cada momento. "Praticamente não há forças da ordem. Não se sabe onde foram. Esta situação favorece os rumores alarmantes", afirmou o jornalista Nezar Ahmed da Al Jazira sobre a situação da capital. O jornalista disse que há apenas um cordão policial em torno da sede da rede de televisão estatal Libya TV. Ele também mencionou uma possível fuga de Kadafi do país.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

FORA KADAFI


Representante líbio deixa Liga Árabe para "se unir à revolução"
AFP - Agence France-Presse
Agência Estado
Publicação: 20/02/2011 17:31 Atualização:
 (REUTERS/Amr Abdallah Dalsh)

O representante permanente da Líbia na Liga Árabe, Abdel Moneim al Honi, anunciou no domingo aos jornalistas que se demite do cargo para "se unir à revolução" e protestar contra "a repressão e a violência contra os manifestantes" em seu país.

Um médico da cidade de Benghazi, a segunda maior da Líbia, disse que forças controladas pelo coronel Muamar Kadafi mataram no sábado pelo menos 200 manifestantes opositores do governo que estavam enterrando os corpos de outras 35 pessoas mortas em um protesto realizado um dia antes.

Benghazi está no centro das revoltas contra o regime de Muamar Kadafi, no poder há mais de 40 anos. As manifestações já duram seis dias, mesmo diante dos repetidos ataques, e alguns líderes exilados da oposição dizem que muitas cidades do leste da Líbia estão sob controle de forças que não são mais leais a Kadafi.
 
Saiba mais:
 
Ditador Kadafi deixa Líbia rumo à Venezuela, diz rede de TV

Homenagem a Luiz Gonzaga