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quarta-feira, 1 de junho de 2011

CONVITE - SEMANA DO MEIO AMBIENTE DA CÂMARA


CONVITE


Vereador João Alfredo convida para Semana
do Meio Ambiente da Câmara Municipal de Fortaleza

Na programação haverá debate sobre atuação da sociedade civil com a presença de Sérgio Leitão, Diretor de Campanhas do Greenpeace Brasil, na quinta-feira, dia 02 



A cidade se pinta de verde para comemorar a Semana do Meio Ambiente. Participando da programação na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador João Alfredo, do Psol, convida para debate com presença de Sérgio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace no Brasil, sobre a "atuação da sociedade civil na Defesa do Meio Ambiente", dia 02 de junho, quinta-feira, às 15h no Auditório da Câmara.


No dia 06, segunda-feira, o tema é a nova lei nacional de resíduos sólidos. Com a presença da Rede de Catadores, o professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Gemmele Santos, trará a problemática para o centro dos debates em atividade, às 14h30min, no Auditório da Câmara.


No dia 04, vereadores farão visita à Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Ceará, com saída às 9h no Restaurante Albertu's, embaixo da Ponte.


Programação Completa 


A programação completa trará debate com assessor de Marina Silva, Pedro Ivo Batista, no dia 01 de junho, às 15h no Auditório sobre a "questão ambiental e a luta ecossocialista". No dia 3, às 9h, gestores da Semam, Semace e Ibama foram convidados para discutir responsabilidades e ações do poder público. No dia 07, vereadores convidam para audiência púlica sobre uso das sacolas plásticas às 15h no Auditório da Câmara.


Serviço:


O que? Semana do Meio Ambiente da Câmara
Quando? de 1 a 7 de junho de 2011
Onde? Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza
Mais informações: João Alfredo (99810948), Ivna Girão (88175149) ou Arimatéia Moura (88357619)

quarta-feira, 2 de março de 2011

2º Estudo Conexões Sustentáveis São Paulo – Amazônia


São Paulo financia devastação da floresta amazônica, diz estudo


Nesta quarta-feira (23/2), o Projeto Conexões Sustentáveis apresentou o 2º Estudo Conexões Sustentáveis São Paulo – Amazônia, no auditório do SESC Vila Mariana (SP). A cidade de São Paulo continua sendo a mais importante financiadora da devastação da floresta amazônica por ser a principal consumidora de seus produtos.

Iniciativa da Rede Nossa São Paulo e do Fórum Amazônia Sustentável, esta é a segunda pesquisa de rastreamento das cadeias produtivas da soja, madeira e pecuária, realizada pelos jornalistas Leonardo Sakamoto da ONG Repórter Brasil e Marques Casara, da Papel Social Comunicação. À semelhança do primeiro estudo, de 2008, este também foi focado em estudos de casos, relacionando o consumo da cidade de São Paulo à devastação da floresta na Amazônia Legal naquelas cadeias produtivas.

A pesquisa de 2011 valeu-se dos avanços da tecnologia da informação e apresentou as informações em formato mais leve e multimídia. (Confira em http://www.conexoessustentaveis.org.br/). Além de incluir os varejistas, revelou de que forma matérias-primas obtidas de exploração predatória podem se transformar em produtos disponíveis em supermercados, lojas de móveis e na construção de casas e edifícios. Em 2008, o estudo revelou como a madeira escoava para o setor siderúrgico. O atual mostra que ela escoa também para a construção civil e para o setor moveleiro. As empresas de construção civil em São Paulo estão entre as que mais se utilizam de madeira proveniente da devastação, especialmente em construções de luxo.

De acordo com os autores, “o objetivo principal desta investigação é alertar as empresas e os consumidores sobre a importância de adotar modelos de negócios que não financiem a exploração predatória dos recursos naturais, a exploração desumana de trabalhadores ou que causem danos às populações tradicionais. É possível produzir na Amazônia sem devastá-la. Obter alimentos e móveis de forma sustentável, com respeito ao meio e às comunidades que dele dependem”.

Crimes ambientais e trabalho escravo
Entre os casos apresentados destacam-se aqueles que envolvem compra de madeira ilegal para frigoríficos. Um deles refere-se à venda entre maio e setembro de 2010, de resíduos de madeira para abastecer as caldeiras de uma unidade da JBS Friboi (Bertin) em Tucumã, no Pará, pela Projeto Industrial Madeireira Transportes Ltda. De acordo com o rastreamento realizado, registros oficiais dão conta de que a Projeto Industrial recebeu toras de madeira nativa da Fazenda Rio Tigre, que faz parte da lista de embargos do Ibama por desmatamento ilegal. Em janeiro deste ano, fiscais do Ibama vistoriaram a fazenda e constataram fraudes no plano de manejo aprovado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). De acordo com o Ibama em Marabá, a fraude serviu para colocar no mercado, como se fosse legal, milhares de metros cúbicos de madeira de desmatamento provenientes de outros locais, no sul e sudeste do estado. O JBS Friboi respondeu que tem toda a documentação prevista na legislação ambiental, que comprova a legalidade da madeira adquirida.
Já na cadeia produtiva da soja, por exemplo, o produtor Olavo Demari Webber, que estava na lista “suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego - e saiu dela graças a uma liminar de dezembro de 2010 - forneceu soja à Cargill e à Louis Dreyfus (ambas multinacionais do agronegócio mundial). Ao serem questionadas, essas empresas se justificaram: a Cargil disse que pode ter havido uma falha técnica e a Dreyfus que houve um equívoco de seus compradores.

Soja ilegal em Terra Indígena
O estudo levantou ainda casos de soja pirata, como acontece na Terra Indígena Marawatsede, dos índios Xavante, em Mato Grosso. O grupo Capim Fino, que possui áreas embargadas pelo Ibama em MT, tem uma propriedade irregular dentro da TI. Trata-se da fazenda Colombo, que mesmo tendo milhares de hectares embargados em março de 2010 foi flagrada pelo Ibama fazendo colheita de soja em algumas áreas. De acordo com o rastreamento, a Bunge, a Multigrain e a Company mantiveram relações comerciais com o grupo Capim Fino.
A Bunge negou ter comprado grãos de áreas embargadas. Mas de acordo com o pacto da soja da Conexões Sustentáveis, as restrições comerciais a serem observadas pelas empresas signatárias devem ser aplicadas não apenas à áreas embargadas mas a todos os empreendimentos de um produtor, cujo nome esteja na lista do Ibama, caso da Capim Fino. Já a Multigrain alegou falha de informação no site do Ibama e a Company, fornecedora da Cargill, não se manifestou. De sua parte, a Cargill afirmou que não fez negócios com essa empresa na região onde se localiza a Terra Indígena e informou ter suspendido relações com a Company em todas as regiões.
Depois da apresentação do estudo, Valmir Ortega, diretor do Programa Cerrado-Pantanal da Conservação Internacional-Brasil, fez uma análise da pesquisa, comentada também por Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra e Leda Ascermann, representando o secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Eduardo Jorge.

Apropriação de terras públicas
Ortega, que conhece bem a região graças à sua experiência como secretário de Meio Ambiente do Estado do Pará e depois como funcionário do Ibama, começou lembrando o tamanho da economia que movimenta a devastação da floresta amazônica. Afinal, a Amazônia representa metade do território brasileiro. Valmir explicou que no Pará, a madeira legal representa quatro milhões de metros cúbicos, o equivalente a R$ 2 bilhões e a madeira ilegal representa a mesma quantidade tanto em metros cúbicos quanto em reais. De acordo com Ortega, essa madeira ilegal provém de apropriação ilegal de terras, de grilagem. Os grileiros investem inicialmente R$1 milhão para limpar a área e em alguns anos, essa terra está valendo de R$ 15 a 20 milhões. Ou seja, é um negócio de alto retorno, uma máquina que tem legitimidade social e envolve muitos grupos sociais., Valmir lembrou ainda a importância das medidas de controle e fiscalização que o Ministério do Meio Ambiente adotou a partir de 2004, que propiciaram agilidade no rastreamento de crimes ambientais. Hoje as pessoas são punidas por crimes cometidos três meses atrás. “Mas ainda não se mexeu no motor do desmatamento, que é a apropriação de terras públicas”.
Roberto Smeraldi destacou a interatividade do estudo, que se reflete na ligação entre as três cadeias produtivas - soja, madeira e pecuária. Enfatizou a importância de se estabelecer uma política de compras positiva, onde o comprador define o que quer comprar, divulga o que quer comprar – e não só o que quer excluir - e qualifica. Assim, estrutura-se a cadeia de compras baseada no processo de corresponsabilidade.
A secretaria adjunta do Verde e do Meio Ambiente da cidade de SP, Leda Aschermann, relatou algumas medidas adotadas pela prefeitura de SP em relação à cadeia produtiva da madeira e subprodutos, cadastrando empresas do setor. E anunciou a ideia da prefeitura de instituir a “segunda-feira sem carne”.
Todos os casos estão descritos abordando de forma didática qual o problema, quem são os envolvidos, qual a relação com o consumidor de São Paulo. As respostas das empresas sobre seus fornecedores e os detalhes de cada caso rastreado rastreado e analisado estão em http://www.conexoessustentaveis.org.br/.

ISA, Inês Zanchetta.
http://www.socioambiental.org/

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Antropoceno


Por: Leonardo Boff

"O Prêmio Nobel de Química de 1995, o holandês Paul J. Crutzen, aterrorizado pela magnitude do atual ecocídio, afirmou que inauguramos uma nova era geológica: o antropoceno. É a idade das grandes dizimações perpetradas pela irracionalidade do ser humano(em grego ántropos). Assim termina tristemente a aventura de 66 milhões de anos de história da era cenozóica. Começa o tempo da obscuridade."

"A última grande dizimação, um verdadeiro Armagedon ambiental, ocorreu há 67 milhões de anos, quando no Caribe, próximo a Yucatán, no México, caiu um meteoro de quase 10 km de extensão. Produziu um tsunami com ondas do tamanho de altos edifícios. Ocasionou um tremor que afetou todo o planeta, ativando a maioria dos vulcões. Uma imensa nuvem de poeira e de gases foi ejetada ao céu, alterando, por dezenas de anos, todo o clima da Terra. Os dinossauros que por mais de cem milhões de anos reinavam, soberanos, por sobre toda a Terra, desapareceram totalmente. Chegava ao fim a era mesozóica, dos répteis e começava a era cenozóica, dos mamíferos. Como que se vingando, a Terra produziu uma floração de vida como nunca antes."

Veja matéria completa: http://congressoemfoco.uol.com.br/

Homenagem a Luiz Gonzaga