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sábado, 1 de outubro de 2011

Sergio Novaes x Ferreira Gomes


Antes de tudo os nossos agradecimentos ao Blog do Crato/Dihelson Mendonça por autorizar publicação da matéria que segue abaixo.

Hildegardis Ferreira


01 Outubro 2011

Em entrevista exclusiva ao Blog do Crato, Dep. Sérgio Novais revela as causas da briga interna no PSB


Exclusiva com o homem que "peita" os Ferreira Gomes dentro do próprio PSB

Nota do Editor - O Blog do Crato realizou uma entrevista exclusiva com o deputado cearense Sérgio Novais, que faz revelações interessantes sobre os bastidores do PSB cearense, além da disputa pelo poder com o clã dos Ferreira Gomes dentro do partido. Confira:

BC - Você tem uma trajetória política muito ligada ao movimento sindical. Como avalia a condução da greve dos professores e o confronto ocorrido na Assembleia Legislativa?

SN - Lamentável que o governo não saiba conduzir as negociações e deixe a situação chegar a esse ponto, com batalhão de choque agredindo violentamente os professores. Os fatos ocorridos na Assembleia são fruto de uma série de erros do governador, que culminaram com o envio de uma mensagem absurda que não agradou a categoria e que foi aprovada em regime de urgência pelos deputados governistas, sem o mínimo de discussão. A manifestação dos professores é legítima e justa. Mas, mesmo assim, o governador insiste em querer de todas as formas aniquilar a única forma de resistência da categoria que é a greve, o que revela uma face autoritária e antidemocrática do governo. Tenho acompanhado a mobilização dos professores. São manifestações como há muito tempo não se via no Ceará. A gestão do governador Cid está fazendo ressurgir a força dos movimentos sindicais e populares.

BC - Quais são as reais causas da briga interna do PSB e como ela deve terminar?

SN - Sempre tivemos divergências com os Ferreira Gomes. Isso é fato e de conhecimento público. Em 2005, quando eles ingressaram no partido, nós atendemos a uma solicitação do então presidente nacional do PSB, saudoso Miguel Arraes, e aceitamos ficar na legenda buscando uma convivência minimamente harmônica e o respeito mútuo. Houve algumas crises menores ao longo do tempo, como em relação à construção do estaleiro em Fortaleza – que divergimos publicamente, mas apesar de tudo estávamos conseguindo manter o nível de diálogo. No entanto, essas divergências se afloraram. O governador lançou, sem conversar com ninguém dentro do PSB, um candidato de outro partido para a prefeitura de Fortaleza (Camilo Santana do PT e secretário das cidades do governo). Uma atitude que desrespeita até a direção nacional que havia definido a candidatura própria em cidades com mais de 500 mil habitantes. Isso causou um desconforto interno e culminou no lançamento da pré-candidatura da deputada estadual Eliane Novais. Além dela, defendíamos que o partido apresentasse outros nomes da legenda. No entanto, o que se viu foi um incômodo dos cidistas com o nome da Eliane e, em seguida, uma forte retaliação, tendo em vista que ela tem feito sérias críticas ao governo do estado na Assembléia, votando contra o governo em várias matérias. Há ainda o claro interesse em assumir o comando do partido e das discussões da sucessão municipal. Sofri a tentativa de golpe da presidência do PSB arquitetada por 20 dirigentes (cidistas e dissidentes do grupo histórico). No entanto, como fui eleito em um congresso, é inconcebível que 20 pessoas queiram me destituir da presidência do PSB. Somente os filiados podem escolher quem deve ser seu representante no partido. Por isso fizemos um novo congresso municipal no último dia 17, na Casa José de Alencar, com quase mil filiados que elegeram um novo diretório do partido em Fortaleza e me reelegeram presidente do PSB de Fortaleza. Já entregamos os resultados do congresso para direção nacional que vai se pronunciar em até 30 dias.

BC - Quais são as principais divergências com o grupo dos Ferreira Gomes?

SN - São muitas. O PSB apóia o piso nacional dos professores. No entanto Cid foi o único governador do partido a pedir a inconstitucionalidade da lei. O PSB não quer um novo imposto da saúde. Mas Cid fez campanha pró-CPMF. Não concordamos com a obra do aquário enquanto as praias estiverem poluídas por falta de saneamento. Mesmo assim o governador defende esse projeto de alto custo sem dialogar com o pensamento do partido e da sociedade. Também discordamos em relação ao tratamento dado aos servidores, às terceirizações ostensivas e com a forma que estão sendo conduzidas as desapropriações das famílias nas comunidades por onde vai passar a obra do VLT. Por fim, queremos transparência no governo e o que se vê é uma completa omissão na apuração dos escândalos dos banheiros e dos créditos consignados por parte do governo e da Assembleia.

BC - Em relação às denúncias feitas pelo ex-vereador Rogério Pinheiro sobre a movimentação financeira do partido, você chegou a mandar uma nota para o blog explicando sua versão dos fatos. Há algo mais a falar sobre mais esse episódio da briga interna do PSB?

SN - Só lamentar a atitude irresponsável de quem faz denúncias graves ao vento sem ter qualquer tipo de prova ou certeza sobre o assunto. Entendo que é mais uma tentativa infeliz de desestabilizar o partido, especialmente partindo de quem está em dívida com as obrigações financeiras do PSB.

BC - E sobre o salário de R$ 22 mil que Ciro recebe do partido?

SN - O presidente do PSB-Ceará, Cid Gomes, comunicou em julho à direção estadual do partido que o Sr. Ciro Gomes seria consultor político do PSB no Estado, com o intuito de organizar o partido nos municípios. O salário é de R$22.170,00 líquido (superior ao de presidente da república) para poucas horas trabalhadas por mês.


Edição: Dihelson Mendonça
Blog do Crato - O Crato na Internet - 6 Anos no Ar.
www.blogdocrato.com
Fonte: http://blogdocrato.blogspot.com/
Fonte:

terça-feira, 5 de julho de 2011

MAIS UM ATO DE CORRUPÇÃO

por Gilvan Rocha(*)

Tudo começou através da imprensa cearense. Em letras garrafais foi denunciado que o Ministério dos Transportes era um antro de corruptos. Essa declaração causou estranheza no governo Dilma, e o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ameaçou processar os denunciantes por considerar a denúncia totalmente improcedente. Enquanto isso, as estradas do Ceará particularmente a que liga Fortaleza a Sobral, se apresentava praticamente intransitável. Foi até promovido um ralí para mostrar ao Brasil as condições escabrosas em que se encontravam os trechos da referida estrada. Logo após esse ato político, o Ministro dos Transportes e seus apaniguados resolveram promover uma visita de emergência ao estado do Ceará e constatar que as denúncias eram procedentes e gravíssimas. Hoje, os jornais do sul e particularmente, a revista VEJA, denuncia com minúcias, a roubalheira plantada no seio do Ministério dos Transportes, instituição que de fato é comandada pelo deputado mensaleiro, presidente do PR, Valdemar Costa. Somente ai, o governo Dilma/Temer resolve tomar providências e demite de uma só vez três diretores diretamente envolvidos nessas falcatruas.

Temos repetido que não alimentamos esperanças em moralizar o capitalismo. Aqui, ali, hoje e sempre, esse sistema, baseado na exploração do homem pelo homem, e que busca tão somente o lucro a qualquer custo para meia dúzia, é incapaz de existir sem que lhe persiga a chaga da corrupção. O que nos assusta é o fato de o país, hoje, ser dirigido, majoritariamente, por uma pretensa esquerda formada pelo PT, PCdoB, PSB, PDT, PV... Não disseram, insistentemente, os fundadores do PT, que ele seria um partido diferente? É verdade que eles não esclareciam em que consistiria a diferença, e hoje o que vemos é que seus militantes, mais destacados, andam lambuzados no cocho da corrupção ou das histórias mal contadas, como foi o caso recente do ex-militante trotskista, Antonio Palocci. Tudo reduz-se a isso: a burguesia quer garantido o seu lucro e a esquerda direitosa cobra para isso o seu pedágio. É lamentável.

(*) Presidente Estadual do PSOL/Ce

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Kit Corrupção Eleitoral "continua lindo"

Parlamentar pelo RJ recorre ao TSE para cassar diplomação de suplente

Por: http://agencia.tse.gov.br/

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Hamilton Carvalhido é o relator de recurso em que o deputado federal Paulo César da Guia Almeida pede a cassação do diploma recebido por Carlos Victor da Rocha Mendes (PSB) na condição de suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2010. Paulo César afirma que agentes da Polícia Federal apreenderam, no dia da eleição, kits eleitorais supostamente do candidato adversário, que eram entregues aos eleitores juntamente com notas de R$ 50,00 o que caracteriza compra de votos.

Paulo César informa ainda que, no mesmo momento, os agentes apreenderam lanches que eram distribuídos às pessoas que estariam trabalhando para Carlos Victor "na realização de boca de urna e compras de votos", atividades proibidas pela legislação eleitoral.

Sustenta o autor do recurso que "as práticas ilícitas que vêm ocorrendo no Município de Cabo Frio-RJ iniciaram-se com o irmão do recorrido, Marcos da Rocha Mendes, atual prefeito da cidade, o qual encontra-se cassado pelo TRE-RJ por condutas idênticas praticadas nas eleições de 2008, que tornou-se conduta típica do seu grupo de governo, utilizando-se da máquina pública para fins eleitorais".

Segundo Paulo César, a suposta compra de votos por parte de Carlos Victor pode ser constatada pelas provas dos autos do processo, no caso a apreensão no dia da eleição dos kits com camisas, adesivos, santinhos e dinheiro.

"Estão presentes a este recurso todos os requisitos exigidos pela lei: há prova pré-constituída, bem como uma série de condutas ilícitas – propaganda eleitoral irregular, financiada por verba pública, como aptas a desequilibrar o processo eleitoral em favor do recorrido", destaca Paulo César.

Informa ainda, que anexou no recurso cópia integral do auto de apreensão da Polícia Federal com fotos do flagrante de distribuição dos kits de propaganda eleitoral do candidato adversário.

Processo relacionado: RCED 1464

EM/LF

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ciro Gomes - O Cearense que "FAZ" falta

13/01/2011 - 07h00


Eles são os mais ausentes da legislatura

Dos dez deputados que mais faltaram nos últimos quatro anos, três não compareceram sequer à metade das sessões realizadas
Gilberto Nascimento/Câmara
Ela alega problemas de saúde. Nice Lobão é a deputada mais ausente nos quatro anos da atual legislatura
Renata Camargo, Edson Sardinha e Mário Coelho
Um grupo de deputados caminha para o final do mandato com uma marca pouco lisonjeira. São os dez parlamentares que acumularam maior número de faltas na Câmara durante toda a legislatura. Na média, eles não estavam presentes em quase metade dos 422 dias com sessões reservadas a votações no plenário ocorridas entre fevereiro de 2007 e dezembro de 2010. Três deles mais faltaram do que registraram presença.
A lista dos deputados que menos compareceram ao plenário na atual legislatura é composta por representantes de nove estados e oito partidos políticos. Encabeçam a relação os deputados Nice Lobão (DEM-MA), Jader Barbalho (PMDB-PA), que renunciou ao mandato em novembro, Vadão Gomes (PP-SP), Ciro Gomes (PSB-CE) e Marina Magessi (PPS-RJ). Marcos Antonio (PRB-PE), Miguel Martini (PHS-MG), Fernando de Fabinho (DEM-BA), Silas Câmara (PSC-AM) e Alexandre Silveira (PPS-MG) completam o ranking dos dez parlamentares que somaram mais ausências nos últimos quatro anos. De todos, apenas três foram reeleitos: Nice Lobão, Silas Câmara e Alexandre Silveira.

Fonte: Congresso em Foco, com base em dados da Câmara
Em tese, faltar a uma sessão deliberativa implica corte no salário. Mas, na prática, os parlamentares pouco sentem o peso de suas ausências no bolso. Das 1.862 faltas acumuladas por esses dez deputados, 1.713 (92%) foram abonadas pela Câmara, com a apresentação de justificativas, como problemas de saúde e compromissos políticos. Só 149 das ausências ficaram sem explicações, ou seja, sujeitas a desconto.
Os dados fazem parte de levantamento exclusivo do Congresso em Foco com base em informações oficiais da Câmara. Como as razões aceitas pela Casa vão além dos problemas de saúde, a pesquisa considera as ausências justificadas e as ausências sem justificativas. Os motivos apresentados por cada parlamentar, porém, não são divulgados pela Casa. Para saber as razões das faltas, o site entra em contato com os próprios parlamentares, que apresentam suas explicações. Desta vez, no entanto, nenhum dos dez retornou o contato feito pela reportagem.
Sem explicação
Entre os dez deputados mais ausentes, Jader Barbalho foi quem acumulou mais faltas sem justificativas. O deputado renunciou ao mandato em 30 de novembro do ano passado, alegando que protestava contra a decisão da Justiça eleitoral que barrou sua candidatura ao Senado com base na Lei da Ficha Limpa. Jader faltou a 216 (61,4%) dos 422 dias em que houve sessão deliberativa. Deixou 45 das ausências sem explicações.
O peemedebista tenta na Justiça provocar nova eleição para o Senado no Pará. Mesmo ausente, o paraense controlava no ano passado um orçamento de mais de R$ 7 bilhões por meio de afilhados políticos nos governos federal e estadual, conforme mostrou o Congresso em Foco.  Em relação às justificativas de suas ausências, ele nunca retornou os contatos feitos pelo site.
Depois de Jader, quem menos justificou suas faltas no grupo dos dez menos assíduos da legislatura foi Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará, que não disputou as eleições de 2010, esteve presente em 224 (54,4%) dos 412 dias com sessão deliberativa de que deveria ter participado. Ele justificou 147 ausências e deixou 41 sem justificativa. Ciro também nunca retornou ao site para explicar suas ausências justificadas. O terceiro colocado em faltas sem justificativas, entre os dez que menos compareceram ao plenário na legislatura, foi Marcos Antonio. O pernambucano deixou 18 faltas sem explicações.

De saúde a “caô”
O levantamento sobre a assiduidade parlamentar é realizado pelo site a cada seis meses. Em reportagens anteriores, alguns dos dez deputados que menos compareceram ao plenário chegaram a justificar suas ausências. Nice Lobão e Miguel Martini, por exemplo, explicaram que suas faltas ocorreram por problemas de saúde.
Dos 422 dias de sessões deliberativas em plenário em toda a legislatura, Nice Lobão compareceu apenas em 182 delas (43,1%). Em agosto do ano passado, a parlamentar contou ao Congresso em Foco que problemas na coluna e no joelho a impediam de ir às sessões plenárias. A justificativa foi referente às faltas no primeiro semestre de 2010. Mas em anos anteriores a parlamentar também figurava entre os mais ausentes.
No caso do deputado Miguel Martini, 65% de suas ausências ocorreram no ano de 2009. Ao site, em fevereiro do ano passado, o parlamentar explicou pessoalmente que, naquele ano, havia se submetido a um tratamento de quimioterapia, tendo ficado seis meses em recuperação. Ao todo, Martini teve 169 ausências em sessões plenárias durante toda a legislatura. Todas as faltas foram justificadas.
A deputada Marina Maggessi também justificou a maioria de suas faltas. Mas, ao menos em relação às ausências de 2009, a parlamentar não havia faltado por problemas de saúde. Marina justificou que, como presidente da Comissão de Segurança Pública, lhe era garantida a “prerrogativa” de não ir ao plenário. Em reportagem publicada em fevereiro de 2010, Marina considerou que presença em plenário era “caô”, uma gíria usada para designar algo falso, enganação.
“O meu partido vive em obstrução. Aquele plenário não me atrai. Não vejo nada de produtivo naquilo, é uma mentira aquele voto em plenário, estou falando isso de coração”, criticou a deputada. “Voto em plenário é ‘caô’, uma expressão que a gente usa muito no Rio”, disse Marina.

Os dez deputados mais ausentes foram procurados por e-mail e por telefone para esclarecer suas ausências. Como nenhum deles retornou o contato, o Congresso em Foco reitera que os deputados podem procurar o site a qualquer tempo para apresentar as suas justificativas.

Leia também:
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Ministério da Dilma e a Matemática da "Força"


Aliados já discutem lotes no governo Dilma

Já começou a briga por cargos. PDT quer duas pastas. PSB quer quatro. Partidos menores discutem a formação de um bloco. PMDB força participação no governo de transição
Na coordenação da transição, PMDB de Michel Temer ficará de olho na fome por cargos dos demais partidos parceiros do novo governo
Rudolfo Lago
Já começou a disputa por cargos no governo da presidenta Dilma Russef. O PDT é o primeiro partido a manifestar-se explicitamente por mais espaço. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, disse hoje (4) que seu partido deseja ter pelo menos dois ministérios no novo governo, ampliando a sua participação atual (o PDT ocupa o Ministério do Trabalho, com Carlos Lupi). "Nós vamos brigar pelo Ministério do Trabalho e por mais um, não sei qual ainda", disse Paulinho. O deputado centrou fogo, então, no principal parceiros dos petistas, o PMDB: "O PMDB já tem demais". Paulinho chegou a fazer uma conta, na qual divide o número de ministérios pelo número de deputados. Pela sua conta, cada 13 deputados do PMDB tem um ministério.

E cada senador peemedebista tem dois ministérios e meio. "Nós temos 28 deputados e quatro senadores. Então, temos direito a dois ministérios", concluiu Paulinho, no seu cálculo matemático.
Difícil será para Dilma contentar todas essas pretensões. Internamente, o PSB também fala em aumentar sua participação no governo, uma vez que percentualmente foi o partido que mais cresceu nas eleições. Essa foi a posição defendida pelos líderes socialistas após uma reunião em Brasília. O partido quer manter as atuais pastas que tem e briga por outras duas. O PSB cobiça os ministérios da Integração Nacional (hoje do PMDB) e das cidades (hoje do PP). Atualmente, o PSB tem os Ministérios da Ciência e Tecnologia e Portos. 
Parceiro principal do PT na eleição, o PMDB, naturalmente, não aceita perder os espaços que conquistou no governo Lula. Pelo contrário, quis ampliar essa participação. Por isso, reagiu duramente ao ensaio inicial do PT de fazer uma coordenação para a transição apenas com militantes do partido. Imediatamente, Dilma colocou seu vice, Michel Temer, na coordenação da transição. Para que Temer possa ser o coordenador da distribuição dos cargos.
Para não ficarem para trás na distribuição, os parceiros menores da coalizão, PR e PP, planejam formar um bloco no Congresso, para terem mais peso na negociação. E, como política é também cooptação, o PTB, que oficialmente apoiou a candidatura de José Serra, do PSDB, conversa também para fazer parte desse bloco. O poder não descansa ...
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/

Homenagem a Luiz Gonzaga