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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hacker que invadiu e-mail de Dilma diz que tentou avisá-la



O hacker que violou o e-mail da presidente Dilma Rousseff e o do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) afirmou que tentou avisar o Palácio do Planalto sobre a fragilidade da conta eletrônica, mas não teve sucesso.

O hacker, que se identifica como Douglas Lopes, criou uma conta no microblog Twitter (@douglaslopesweb) no dia 19 de julho e conversou com a reportagem por e-mail nos últimos dias.
Ele escreveu ontem: “Tentei avisar a #dilma sobre a vulnerabilidade do e-mail e do site do PT. Não acreditaram em mim. Fui até no Palácio do pl [Planalto].”

A Folha revelou em 30 de junho que Douglas invadiu o correio eletrônico pessoal de Dilma durante a campanha de 2010. Copiou e-mails que ela recebeu e tentou vendê-los a partidos de oposição.
Também ofereceu as mensagens à reportagem, que rechaçou a proposta e noticiou a invasão do e-mail.
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Nossos sonhos não cabem nas suas urnas".


É o dinheiro, estúpido!PDFImprimirE-mail
Política
Chico Alencar   
Seg, 20 de Junho de 2011 14:32
Enriquecimento patrimonial atípico não causa desconforto sequer em partido que tem inspiração socialista, cada vez mais ligado às corporações
 Chico AlencarChico AlencarA famosa exclamação do publicitário James Carville -"É a economia, estúpido!"- aventando a derrota de Bush pai para Bill Clinton, em 1992, admite paráfrase sobre o Brasil de hoje. O caso Palocci vai muito além da consultoria milionária que prestou enquanto exercia mandato de deputado federal.
O essencial da questão produz, recorrentemente, características regressistas à nossa República: a total promiscuidade entre negócios privados e interesse público.
O deus dinheiro dogmatiza a afirmação de que a vivência como gestor público "é experiência única, que dá enorme valor de mercado".
Enriquecimento patrimonial atípico não provoca desconforto sequer em partido de inspiração socialista, cada vez mais vinculado às grandes corporações. Afinal, "enriquecer não é crime", e até para o procurador não há o que procurar.
Um autor muito caro aos petistas de antigamente, Karl Marx, em "As Lutas de Classe na França", com sua análise acurada do contexto europeu da metade do século 19, ainda joga luz ao que acontece aqui: "As enormes somas que passavam pelas mãos do Estado davam a oportunidade para fraudulentos contratos de fornecimento, corrupção, subornos, malversações e ladroeiras de todo gênero. A pilhagem por atacado do Estado pelos financistas repetia-se a varejo nas obras públicas".
Ontem como hoje, o Estado não é fortalecido para prover à população os serviços fundamentais, mas, sim, para viabilizar riquezas e a perpetuação dos seus operadores.
Privatiza-se a política: os fetiches de dinheiro e prosperidade, ícones da cultura dominante, estão inoculados no nosso sistema eleitoral.
A eleição de representantes da população demanda crescentes recursos, restritivos a que maiorias sociais se tornem maiorias políticas. Dos eleitos para o Congresso, 55% tiveram financiamentos de grandes empreiteiras.
Os amálgamas das bancadas parlamentares não são doutrinas e projetos, mas interesses imediatos: do banco, da bola, da bala, da motosserra. Todos os chamados "grandes candidatos" ao Executivo têm os mesmos provedores: instituições financeiras, mineradoras, construtoras, agroindústrias.
Os partidos políticos, desideologizados, consórcios para ocupação de espaços clientelistas da administração, são empresas que produzem a mercadoria voto, cujo combustível de fidelização é a política de clientela e um governismo atávico. A militância de ideias e de causas encolhe diante do poder dissolvente do dinheiro.
No Brasil, cumprir a lei é revolucionário. Na administração pública, a simples prática dos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e da publicidade, em todos os níveis, seria transformadora. Esses preceitos já deviam ter vedado qualquer atividade empresarial privada concorrente com a função pública, que exige dedicação integral.
Sob a aparente "normalidade", entretanto, algo se move. As revoltas populares nos países árabes e as praças ocupadas por jovens e desempregados na Europa, em especial na Espanha, na Grécia e em Portugal, chegam até nós.
A cobrança mobilizadora tem eixos culturais mudancistas, como eliminação de privilégios, serviços públicos de qualidade, garantia de direitos sociais, combate às desigualdades, controle das movimentações financeiras e democracia participativa. Questionando o sistema político e o cinismo partidário, a multidão na Porta do Sol, em Madri, proclama: "Nossos sonhos não cabem nas suas urnas".
Por diversas formas, esse clamor também crescerá aqui.
Chico Alencar é deputado federal (PSOL/RJ).
Fonte: http://socialismo.org.br/

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

José Dirceu continua na propaganda eleitoral


TSE mantém José Dirceu no programa de Serra

Mário Coelho
Fonte: congressoemfoco.uol.com.br/

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves negou nesta quarta-feira (20) liminar para suspender menção do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na propaganda eleitoral do candidato tucano à presidência da República, José Serra. Na inserção, o petista era apontado como "membro da quadrilha do mensalão". A peça foi exibida 24 vezes no em 17 de outubro. O caso ainda será analisado no mérito pelo plenário do TSE.
A inserção tucana apresentava José Dirceu como "membro da quadrilha do mensalão” e a candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT) como sua testemunha. Na propaganda, aparecia uma foto destacada do ex-ministro com a petista e a frase "membro de quadrilha". Em seguida, vem manchete de jornal em que se lê: "Dilma: ´Zé Dirceu é uma pessoa injustiçada". Ainda com imagem de Dilma, outra frase é colocada pelos tucanos: "Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula".
Para a coligação que apoia Dilma, a propaganda tem o objetivo de associá-las à prática de crime. Na representação protocolada no TSE, os advogados afirmaram que a petista não participou do episódio que levou Dirceu a ser denunciado pelo Ministério Público Federal na ação penal 470, que tramita no Supremo Tribuna Federal (STF).
No entanto, para Henrique Neves, a propaganda relata um caso exclusivo de José Dirceu, não atingindo Dilma. "As imagens e os áudios limitam-se a divulgar o vínculo existente entre José Dirceu e a candidata, sem emitir juízo de valor ou associação, ainda que indireta, entre esta e os atos por ele eventualmente praticados”, afirmou na decisão.
Rádio
Outro pedido de liminar foi negado hoje pelo TSE contra Dilma. A coligação da petista pediu a suspensão da propaganda veiculada às 7h de 18 de outubro na rádio, na modalidade bloco. De acordo com o tribunal, a inserção narra que no pronto socorro, uma pessoa procura o doutor Luis, mas não o encontra porque ele se aposentou. A doutora Vilma se coloca à disposição dizendo que trabalhava na equipe dele. Ao atender o paciente, a doutora pede para ele aguardar um pouco para ligar para o doutor Dirceu e ver o que ele acha.
O paciente pede para que Dirceu não seja consultado e reclama da taquicardia. O jingle contido no final da inserção questionada tem o seguinte teor: "A Dilma sem patrão, aí que eu quero ver, os radicais, o Zé Dirceu mais o MST. Toque, toque, toque, bate na madeira, Dilma sem o Lula, nem de brincadeira”. O ministro substituto Joelson Dias não atendeu o pedido de liminar por entender que a "exploração de aspectos supostamente negativos da atuação política de determinado candidato também é legítima na propaganda eleitoral gratuita". O caso também será analisado pelo plenário.

Homenagem a Luiz Gonzaga