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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Escola de Assentamento sofre perseguição política e é invadida pela policia



A Escola de Educação Básica do assentamento Maceió localizada no município de Itapipoca, litoral cearense, está a cinco dias fechada, com 420 alunos, o prejuízo é incalculável.  Os motivos são meramente políticos por parte do prefeito municipal, João Barroso do PSDB. Depois de 15 dias tentando uma reunião com a secretaria de educação, ontem por volta do meio dia uma comissão de pais e alunos juntamente com representantes do setor de educação do MST do estado foram recebidos no gabinete do prefeito, mas o impasse não teve solução.

            A comunidade exige que permaneça no cargo da diretora Maria José que tem proximidade com a comunidade e a mais de 12 anos é educadora na escola, o prefeito não concorda e diz que “ quem aponta diretores é o executivo”.

            Reunidos na igreja do assentamento e em frente á escola, as famílias, pais e alunos esperavam  apreensivos, houve uma ameaça da secretária de educação de levar a polícia para entrar a força a escola, o assentamento não concorda com a posição do prefeito, para dona Graça  uma das mães de crianças que estudam na escola “ isso é uma falta de respeito, é politicagem, estamos dispostos á resistir”, o prefeito diz que a diretora  já não é mais de sua confiança” isso faz com que o povo se indigne, em plena democracia haja perseguições á servidores públicos por parte de políticos do antigo regime coronelista. Maria José é servidora concursada, mais até um oficio pedindo sua própria demissão ela assinou, por que alega que foi coagida pela secretária de educação e pelo prefeito, diz os pais e alunos da comunidade, assim é Itapipoca, de acordo Ilza de Lima sindicato dos servidores  públicos municipais (SINDSEP) “Isso está ocorrendo em todo município, os que não concordam com o prefeito, estão sendo demitidos, vários professores estão procurando o sindicato para denunciar”.

Depois da audiência as famílias assentadas voltaram para casa sem solução, mas dispostos a resistir até que a prefeitura respeite a vontade da comunidade, a ultima informação é que a polícia está na comunidade invadindo a escola do assentamento.
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Helena Martins

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Políticas para as Juventudes


Helena Martins/PSOL-Ceará

Mil jovens marcham hoje em Fortaleza em defesa de políticas para as juventudes

Na manhã desta segunda-feira, 25, Dia do Trabalhador Rural, mil jovens integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Central de Movimentos Populares, bem como integrantes dos povos do mar e indígenas marcham sobre Fortaleza, em direção à Secretaria de Juventude do Governo do Estado do Ceará, sediada no Palácio de Iracema.

Os jovens cobram do governo a ampliação das políticas públicas para o setor, como geração de emprego, pontos de cultura para os assentamentos e ampliação do acesso à internet no Interior do Estado. Reivindicam, ainda, moradia nas cidades, demarcação das terras do indígenas e a paralisação de empreendimentos que atingem diretamente os modos de vida das comunidades tradicionais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Copa não pode ser um gol contra


Helena Martins(*)


A organização da Copa vem mexendo com a imaginação e a vida do povo cearense desde que Fortaleza foi escolhida como uma das sedes do mundial de 2014. Para além da evidente euforia que o evento gera, há muita discussão a ser feita. De imediato, é necessário reafirmar o direito à cidade como norteador das transformações urbanísticas que ocorrerão. Tal direito engloba a defesa da qualidade ambiental, do acesso a transportes, trabalho e segurança, além de formas democráticas de planejamento e governança das cidades, tendo como princípios a sustentabilidade e a justiça social.

Fortaleza tem tudo isso para poucos. Tanto que é uma das 20 cidades mais desiguais do mundo; entre as brasileiras, figura entre as quatro, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido, que aponta como uma das causas dessa desigualdade a pressão de grupos de interesses privados na destinação dos recursos públicos. O mesmo problema tem ocorrido na definição das obras da Copa. Embora a cidade possua um déficit habitacional superior a 75 mil domicílios, serão investidos mais de R$ 560 milhões em obras de duplicação de vias e construção de um Veículo Leve sobre Trilhos - equipamento que, seguindo recomendações da Federação Internacional de Futebol (Fifa), uma organização privada, privilegiará a ligação do setor hoteleiro ao Castelão. Ao todo, serão gastos R$ 9,6 bilhões em obras no Ceará. Por isso é fundamental questionar a quem elas servirão.

Ainda mais grave é o temor de que ao menos sete mil famílias venham a ser removidas para regiões sem infraestrutura mínima, acesso a transporte e creches, pois suas moradias darão lugar às intervenções urbanísticas. Casas já estão sendo marcadas, gerando medo entre a população que sofre com a falta de informação e não sabe quando, para onde e sob quais condições será deslocada. Essa situação, aliás, é verificada em todas as cidades-sede, conforme o dossiê da Relatoria Especial da ONU para o direito à moradia adequada, que denunciou violações do direito à moradia, falta de transparência, de diálogo e de negociação justa na preparação das cidades para a Copa de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016.

Com vistas ao desenvolvimento de mecanismos de monitoramento, estratégias de resistência e publicização de abusos, em 2010 foi constituído, em Fortaleza, o Comitê Popular da Copa, articulação composta por diversos setores da sociedade civil que não aceitam que a cidade continue a ser privilégio daqueles que a veem como negócio. Estamos certos de que esse desassossego, feito pólen ao vento, será levado para outras pessoas, que se somarão às que já optaram por resistir à exclusão e defender que esses investimentos não sejam mais um capítulo da história desta cidade onde as minorias lucram e as maiorias ficam com as migalhas e os prejuízos socioambientais.
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(*)Jornalista e integrante do Comitê Popular da Copa

Homenagem a Luiz Gonzaga